Regional de Saúde atrasa repasse de flúor para Apucarana

Situação prejudica programa de saúde bucal que é referência desde 2013

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A prevenção de cáries em mais de seis mil crianças da Rede Municipal de Educação de Apucarana pode ser prejudicada pela falha do repasse de flúor pela 16ª Regional de Saúde. A informação foi apresentada para a comunidade na reunião mensal do Conselho Municipal de Saúde, na segunda-feira (24/9). Todos os meses, uma vez por semana, as crianças da Educação Fundamental I, de seis a 12 anos, fazem 25 mil bochechos com flúor.

A situação foi explicada pelo superintendente do Programa de Saúde Bucal da Autarquia Municipal de Saúde, Edmundo César Verona. A Regional de Saúde faz duas entregas anuais do produto para atender os dois semestres letivos, porém o último lote repassado foi em quantidade insuficiente para apenas mais uma aplicação. Desde junho a Autarquia de Saúde solicita outra quantidade do produto, suficiente para até o final do ano letivo, mas não foi ainda atendida.
“Em 31 de agosto, reforçamos o pedido. Nesta segunda feira, fui pessoalmente à coordenação do programa na Regional de Saúde pedir nova remessa. A pessoa responsável pelo programa afirmou que o processo licitatório está em andamento, e que a entrega pode ocorrer, somente no final de outubro”, detalhou Verona.

O Programa Estadual de Bochecho com Flúor no Paraná é uma política de Estado implantada em 1980 e até hoje não havia sido registrado atraso no repasse do produto comprado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e distribuído pelas Regionais de Saúde. Desde 2013, o município fortaleceu a saúde bucal das crianças, promovendo 145 mil aplicações de flúor por ano.

“É inaceitável que nossas crianças fiquem sem o bochecho, que previne cáries e amplia a saúde dentária, por falta de planejamento e organização do Estado. A que ponto chegamos”, lamenta o prefeito em exercício Júnior da Femac.
A chefe da 16ª Regional da Saúde, Márcia Cristina Krempel, esteve na reunião do Conselho Municipal de Saúde e garantiu aos conselheiros que o processo de compra pela SESA está em andamento. “Houve um problema no processo licitatório. O atraso será somente de uma semana. Até o dia 5 de outubro, no máximo, haverá reposição”, afirmou.
Este posicionamento chamou a atenção da superintendência de Saúde Bucal do Município, que no mesmo dia havia sido informada de forma contrária, e teme prejuízo à dentição das crianças. “O programa reforça as ações preventivas da cárie feitas pela equipe de Saúde Dental nas escolas, e se ocorrer o atraso de 30 dias vai quebrar complemente a proteção feita em Apucarana, que desde 2013 se tornou referência no Paraná”, defende Verona.

Regional atrasou entrega de vacinas

Esta em a segunda vez que a 16ª Regional de Saúde atrasa medicamentos para a Autarquia Municipal de Saúde. Faltaram vacinas do calendário essencial, aplicáveis nos primeiros meses de vida de recém-nascidos, como a tetra viral que imuniza contra caxumba, sarampo, varicela e rubéola e também vacinas contra varicela (catapora), contra poliomielite (gotas). Além disso, outras registraram estoque baixo, como as vacinas antirrábica humana, bem como vacina BCG, para tuberculose, e os soros antirrábico humano e antiveneno. Desde julho, o prefeito Beto Preto pediu providências à 16ª RS, sobre a falta de vacinas. O assunto foi levado por ele à Brasília, no Ministério da Saúde, através da Frente Nacional dos Prefeitos, (FNP).

Clique e ouça a matéria

Edmundo Cesar Verona- coordenador do Programa de Saúde Bucal da Autarquia Municipal de Saúde

Júnior da Femac- prefeito interino de Apucarana

Márcia Krempel- chefe da 16ª Regional de Saúde de Apucarana

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