Temporal danificou 4 mil pontos de iluminação pública e Prefeitura intensifica manutenção

A tempestade que trouxe o caos a Apucarana também afetou a iluminação pública. Uma estimativa inicial aponta que cerca de 4 mil pontos foram afetados. O granizo danificou os relés fotocélula das luminárias, fazendo com que parte delas permanecesse acesa durante o dia ou apagada durante a noite. A Prefeitura já iniciou a substituição dos equipamentos e, devido à extensão do problema, a normalização exigirá um prazo maior do que o habitual.

Para acelerar a identificação dos locais afetados, a Prefeitura solicita que a população informe os pontos com problemas pelo telefone 0800 600 1428. Segundo o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan), Nilton Fornaciari Junior, os relés não podem ser recuperados e precisam ser substituídos. “No atendimento, a pessoa deve passar o endereço e um ponto de referência, como cruzamentos, escolas ou unidades de saúde, facilitando a localização da luminária pela equipe técnica”, solicitou.

O prefeito Rodolfo Mota ressalta a mobilização das equipes e pede a compreensão dos moradores durante a execução dos serviços. “Nossas equipes de fiscalização e as equipes técnicas da empresa terceirizada responsável pela manutenção já estão em campo trabalhando para reparar os danos. É importante destacar que esse trabalho não vai gerar nenhum custo adicional para o cidadão”, frisou.

De acordo com Fornaciari, o município possui cerca de 22.240 pontos de iluminação pública e a estimativa é de que aproximadamente 4 mil relés fotocélula tenham sido atingidos. “O dispositivo é responsável por acionar e desligar automaticamente as luminárias e, com o problema, muitas travaram ligadas”, detalhou.

Fornaciari reitera que a normalização poderá demorar um pouco mais do que o prazo normal, em razão da quantidade de pontos afetados e da necessidade de percorrer toda a cidade. Além dos relés, houve registros de braços e luminárias danificados pela queda de árvores durante a tempestade.

Equipe de atletismo Sub-12 de Apucarana é vice-campeã paranaense

A equipe de atletismo Sub-12 da Secretaria de Esportes da Prefeitura de Apucarana conquistou o vice-campeonato paranaense da categoria, em competição realizada neste final de semana na pista de atletismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O 4º Campeonato Paranaense de Atletismo Sub-12 reuniu 13 equipes de diferentes municípios do Paraná.

Ao todo, Apucarana conquistou nove medalhas, sendo quatro de ouro, duas de prata e três de bronze. A equipe teve como técnicos os professores Luiz Henrique Pereira, o Luizinho, e Beatriz da Silva Diogo Andrade. Já a coordenação foi do professor José Marcelino da Silva, o Grillo. O prefeito Rodolfo Mota relata que o destaque da delegação apucaranense foi o atleta Nathan Augusto Almeida Gerin, que conta com o incentivo do Bolsa Atleta Municipal da Prefeitura de Apucarana. “Ele conquistou três medalhas de ouro em provas individuais e de revezamento, além de uma prata, e foi eleito o melhor atleta masculino do campeonato”, relata o prefeito.

Nathan venceu as provas dos 150 metros rasos e dos 600 metros rasos, estabelecendo novos recordes paranaenses nas duas provas. Também foi campeão com a equipe no revezamento 5×60 metros e vice-campeão no revezamento 4×150 metros misto. “Esse resultado mostra a força do atletismo de Apucarana e, principalmente, o trabalho que vem sendo desenvolvido desde as categorias de base. Temos atletas muito jovens, mas já demonstrando talento, disciplina e comprometimento. O vice-campeonato paranaense e os dois recordes conquistados pelo Nathan são motivos de orgulho para toda a cidade”, diz Rodolfo Mota.

No masculino, Apucarana também teve bons resultados com Leonardo Gonçalves, campeão dos 60 metros rasos e do revezamento 5×60 metros, além de quarto colocado nos 600 metros e vice-campeão no revezamento 4×150 metros misto.

Gabriel Magro Kurunzi foi campeão do revezamento 5×60 metros, além de terminar em sétimo lugar nos 150 metros e em nono nos 60 metros rasos. Yan Guilherme Freitas Felix conquistou o terceiro lugar nos 800 metros de marcha atlética e foi campeão do revezamento 5×60 metros. Arthur Gustavo Freitas Felix terminou em quarto nos 800 metros de marcha atlética.

Francisco de Assunção Nedoptalski foi terceiro colocado nos 600 metros rasos, quinto nos 150 metros rasos e também integrou a equipe campeã do revezamento 5×60 metros.

Entre as meninas, Alicia Sloboda Rodrigues foi vice-campeã nos 150 metros rasos e no revezamento 4×150 metros misto, além de quinta colocada nos 60 metros rasos. Luiza Cezário Dias foi vice-campeã no revezamento 4×150 metros misto e terminou em quinto lugar nos 600 metros rasos.

Isadora Malaquias Bezerra foi oitava colocada nos 600 metros rasos e integrou as equipes dos revezamentos 5×60 e 4×150 metros misto. Lorena Nascimento Chagas participou do revezamento 5×60 metros e terminou em nono lugar nos 600 metros e 12º nos 150 metros.

Annalu de Morais Menha integrou a equipe do revezamento 5×60 metros e foi 14ª colocada nos 600 metros rasos. Emilly Beatriz de Paula Diego da Silva também participou do revezamento 5×60 metros e terminou em 16º lugar nos 150 e nos 600 metros rasos.

Nos concursos, Maria Eduarda Nunes da Silva conquistou a medalha de bronze no lançamento da pelota e terminou em nono lugar no arremesso de peso.


ATLETISMO SUB-12 – APUCARANA É VICE-CAMPEÃ PARANAENSE

Conquista Resultado
Classificação por equipes Vice-campeã paranaense – masculino
Medalhas de ouro 4
Medalhas de prata 2
Medalhas de bronze 3
Total de medalhas 9
⭐ Destaque individual Nathan Augusto Almeida Gerin (Bolsa Atleta Municipal) – melhor atleta masculino do campeonato
Recordes paranaenses 2

 

Após a tempestade, mais duas unidades municipais de ensino de Apucarana reabrem as portas para os alunos

Entre marcas da tragédia provocada pelo temporal do último dia 21, nesta semana novas unidades educacionais de Apucarana retomam sua rotina. A Escola Municipal Mateus Leme, na Vila Nossa Senhora da Conceição, que havia reiniciado os trabalhos de forma parcial, iniciou a segunda-feira (28/09) em pleno funcionamento. Já nesta terça-feira (29/09), segundo a Autarquia Municipal de Educação (AME), a Escola Municipal Professora Marilda Duarte Noli retomará as atividades, o mesmo acontecendo com o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Benedito Leugi, localizado no Núcleo Habitacional Papa João Paulo I, que funcionará provisoriamente junto ao salão catequético da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima. A unidade, que foi a mais afetada pela catástrofe, estava com as atividades suspensas.

O prefeito Rodolfo Mota lembra que grande parte da rede municipal já havia retornado plenamente aos trabalhos na última sexta-feira (25/09). Das  60 unidades escolares, apenas três seguem com funcionamento parcial (escolas Albino Biacchi e Professor Idalice Moreira Prates) ou suspenso (CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli).

A Educação concentra 80,3% dos danos registrados nos prédios públicos, com R$ 1,72 milhão em prejuízos em escolas e CMEI’s. “Estamos trabalhando em regime acelerado para que todas as unidades que ainda estão parcialmente ou com atividades suspensas possam reunir as condições adequadas de funcionamento”, informa o prefeito. A orientação é para que as famílias continuem observando as orientações específicas encaminhadas pela equipe diretiva de cada unidade e nas redes oficiais da prefeitura e Autarquia Municipal de Educação (AME).

A secretária municipal de Educação, professora Ana Paula do Carmo Donato, relata que o CMEI Benedito Leugi vai precisar de uma grande intervenção, por isso a retomada dos trabalhos pedagógicos acontecerá temporariamente em outro local. “A unidade teve a cobertura destruída, com telhas e calhas arrancadas, além de perdas de notebooks e televisão. O dano afetou 169 alunos”, relata a secretária. De acordo com ela, o prejuízo estimado é de R$ 641 mil.

Atendimento parcial

  • Escola Municipal Albino Biacchi;
  • Escola Municipal Professor Idalice Moreira Prates.

Aulas continuam suspensas 

  • CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli;

Prefeitura cria serviço emergencial para retirada de telhas, vidros e móveis danificados durante a tempestade

A Prefeitura de Apucarana abriu uma nova frente de atendimento às famílias atingidas pelo temporal. Após concentrar esforços nas ações prioritárias, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos iniciou o cadastro para o recolhimento de telhas, vidros, móveis e outros resíduos gerados pela tempestade. O serviço é excepcional e será realizado mediante protocolo, que deve ser feito sem falta até esta sexta-feira (02/10), pois o prazo não será prorrogado.

Devido ao grande volume de materiais espalhados pela cidade, o prefeito Rodolfo Mota autorizou a criação da operação. “A medida amplia o trabalho de recuperação da cidade e busca oferecer uma solução segura para a destinação de materiais que normalmente não fazem parte da rotina de coleta realizada pelo município”, observou Mota.

O secretário municipal de Serviços Públicos, Wendel Metta, explica que os moradores devem reunir os materiais na calçada, sem bloquear a passagem de pedestres, e solicitar a retirada por meio de um protocolo específico criado para esta operação. “O procedimento é semelhante ao feito para o serviço de recolhimento de inservíveis já existentes, porém esse é voltado exclusivamente aos resíduos gerados durante o temporal”, esclareceu.

O pedido deve ser feito pelo WhatsApp da Secretaria de Serviços Públicos, no número (43) 99626-7450. Após o envio da mensagem, o cidadão recebe imediatamente o número do protocolo, que permitirá acompanhar o atendimento. O cadastro ficará aberto somente até o dia 2 de outubro, prazo definido para organizar a operação e dimensionar o volume de materiais que deverá ser recolhido.

Wendel Metta reforça que as equipes já iniciam o recolhimento nesta semana, mas alerta que a grande demanda poderá fazer com que o atendimento se estenda pelos próximos dias. A orientação é para que quem registrar o protocolo dentro do prazo mantenha os materiais separados e aguarde a passagem das equipes, mesmo que o recolhimento não ocorra imediatamente. O secretário destaca que o prazo limite vale apenas para a abertura dos protocolos, e não para a conclusão dos serviços.

A Prefeitura reforça que a iniciativa tem caráter emergencial e foi criada exclusivamente em razão dos prejuízos provocados pelo temporal. Com a organização dos pedidos e o planejamento das rotas de coleta, o município pretende agilizar a limpeza e a recuperação dos bairros atingidos.

Uma semana após o temporal, atendimento emergencial prossegue com várias frentes em Apucarana

As equipes da Prefeitura continuam mobilizadas para atender as famílias afetadas e avançar na recuperação da cidade. O trabalho reúne ações simultâneas de assistência social, limpeza, desobstrução de vias, recuperação de unidades de ensino e atendimento emergencial às pessoas em situação de vulnerabilidade. Os serviços públicos estão sendo normalizados gradativamente, mas o pleno restabelecimento da rotina urbana deverá levar ainda algum tempo.

O prefeito Rodolfo Mota destaca que o ritmo segue intenso e exige dedicação contínua das equipes. “Estamos completando sete dias de trabalho depois dessa tragédia que vivemos. Ontem (domingo), inclusive, estivemos com várias equipes atendendo e socorrendo algumas famílias em situação de muita vulnerabilidade. Fizemos uma força-tarefa para atender essas famílias em seus domicílios”, relatou o prefeito Rodolfo Mota.

Segundo o prefeito, os trabalhos de desobstrução de vias, corte e retirada de árvores prosseguem. A dimensão dos danos faz com que os serviços demandem tempo, especialmente porque dezenas de árvores ainda precisam ser recolhidas de ruas e calçadas. “É um trabalho braçal, um trabalho duro, que as nossas equipes estão executando”, afirmou.

Rodolfo Mota reforçou que os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) estão acolhendo a população atingida. Ele explicou que o atendimento de assistência social não se limita à entrega de telhas e lonas. “Famílias afetadas que estejam em situação de vulnerabilidade social devem procurar o CRAS mais próximo para receber orientações e verificar o acesso a outras formas de auxílio”, pontuou.

Na área da educação, a Prefeitura mantém uma frente para restabelecer o funcionamento de toda a rede municipal. O objetivo é concluir a recuperação de três unidades, normalizando as aulas em 100% da rede até quarta-feira. No caso do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Benedito Leugi, situado no Núcleo Habitacional João Paulo, será necessário transferir as atividades para um local provisório. “Já iniciamos a transferência para o centro catequético da paróquia do bairro, garantindo a continuidade do atendimento aos estudantes enquanto os reparos são executados”, explicou.

Rodolfo Mota ressalta que o município já conseguiu superar etapas importantes, como o restabelecimento da energia e água. “No terceiro dia após o temporal, praticamente toda a população já contava novamente com luz e água. Isso trouxe mais tranquilidade para avançarmos nas outras frentes”, avaliou.

O prefeito destacou que a recuperação da cidade será gradual e pediu a colaboração da população. Entre as ações simples que podem ajudar está a retirada de folhas acumuladas nas calçadas e nas grades das bocas de lobo em frente às residências. “Temos previsão de mais chuva e aquelas folhas impedirão a passagem da água, o que poderá gerar novos transtornos”, alertou.

Prefeitura mantém força-tarefa neste sábado para atender famílias atingidas pelo temporal

A Prefeitura de Apucarana mantém neste sábado (26/09) a força-tarefa para atender as famílias atingidas pelo vendaval, que deixou um rastro de destruição em diferentes regiões da cidade na noite de segunda-feira (21/09). Equipes da Secretaria de Serviços Públicos, Defesa Civil e militares do Exército estão mobilizados desde as 7 horas da manhã para organizar o atendimento e prestar assistência à população. Duas novas carretas de telhas adquiridas pela Prefeitura, por meio da Defesa Civil, foram descarregadas durante a manhã e começaram a ser destinadas às famílias que já haviam feito o cadastro.

O prefeito Rodolfo Mota acompanha os trabalhos e destacou que o atendimento foi mantido mesmo durante o fim de semana diante da dimensão dos estragos provocados pelo temporal. “Nós temos a maior tragédia da nossa história na segunda-feira, às 7 horas da noite. Nós vamos levar muitos dias trabalhando sábado e domingo para poder resgatar e recuperar todo esse prejuízo que foi causado. Os trabalhos seguem mesmo neste sábado. A gente vai acolhendo, vai atendendo e vai cuidando das pessoas”, afirmou.

Nos dois primeiros dias após o temporal, a Prefeitura já havia distribuído telhas de três carretas e atendido mais de 700 famílias. O trabalho foi interrompido na sexta-feira (25/09) devido à necessidade de liberação de novos carregamentos pela fábrica. Com a chegada das duas novas carretas neste sábado, o atendimento às famílias cadastradas foi retomado. As equipes estão organizando a fila, conferindo os cadastros e realizando a entrega conforme a necessidade de cada família.

A Prefeitura reforça, porém, que os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) não estão mais realizando novos cadastros para recebimento de telhas. O cadastramento para essa finalidade foi encerrado na sexta-feira (25/09). As famílias que já fizeram o cadastro e solicitaram que as telhas fossem entregues em seus endereços continuarão sendo atendidas, conforme a organização da logística de distribuição.

A partir de segunda-feira (28/09), os CRAS retomam normalmente os atendimentos de assistência social. Famílias que estão passando necessidade poderão procurar as unidades para avaliação e orientação sobre o recebimento de ajuda. “A questão da telha é só uma parte disso que a cidade realmente viveu. Do ponto de vista da assistência social, se você conhece uma família em situação de vulnerabilidade ou você está nessa situação, procure o nosso CRAS. Nós temos outras formas de ajudar a socorrer a nossa população, orientou o prefeito.

Rodolfo Mota também agradeceu o trabalho dos servidores e equipes que permanecem mobilizados desde a noite do temporal. Segundo ele, muitos profissionais estão trabalhando em jornadas prolongadas desde segunda-feira para atender as demandas provocadas pelo vendaval. A Prefeitura segue com as ações de recuperação da cidade e de atendimento às famílias atingidas, enquanto avança também no levantamento dos prejuízos para subsidiar as medidas de apoio e recuperação.

Levantamento parcial aponta R$ 3,3 milhões em prejuízos no setor agropecuário após temporal com granizo e ventos de até 125 km/h em Apucarana

Levantamento parcial aponta que já chegam a R$ 3.319.034,60 os prejuízos causados ao setor agropecuário pelo temporal do dia 21 de setembro. O trabalho foi realizado pela Prefeitura de Apucarana em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e as Defesas Civis Municipal e Estadual. Os valores podem aumentar à medida que novas informações forem coletadas e novos danos forem identificados.

O secretário municipal de Agricultura, Wendel Metta, relata que o vendaval atingiu todo o território e provocou danos significativos em diferentes regiões produtoras. Segundo levantamento de campo, as regiões mais prejudicadas foram Belvedere, São Pedro Taquara, Vila Reis, Rio do Cerne e Correia de Freitas. “Esse levantamento mostra que os prejuízos no meio rural foram bastante amplos. O pessoal do leite, por exemplo, teve perda de produção em razão da falta de energia elétrica; produtores de flores tiveram plantas perdidas com os danos nas estufas; produtores de morango tiveram estruturas e mudas danificadas; e também registramos prejuízos em lavouras de café, hortaliças e verduras. Na hidroponia, a falta de energia e de água também trouxe impactos para a produção”, informa Metta.

Ele afirma que o principal objetivo do laudo é justamente dimensionar os prejuízos e encaminhar essas informações aos governos estadual e federal, dentro do processo de reconhecimento da situação de emergência. “É uma situação que impressiona quando a gente vê de perto. Tivemos estruturas de estufas completamente comprometidas, inclusive com casos em que a força do vento chegou a arrancar estruturas fixadas em concreto. São investimentos altos que foram destruídos em questão de minutos. Por isso, nosso trabalho agora é levantar esses danos, registrar tudo e encaminhar as informações para que os produtores possam ser incluídos nas medidas de apoio que eventualmente forem disponibilizadas”, explica o secretário. “A partir desse levantamento, poderão ser avaliadas as medidas e políticas públicas de apoio aos produtores atingidos”, reforça Metta.

Nas estradas rurais, ele relata que não foram registrados problemas. “Choveu bastante, mas o que causou os maiores danos no campo foi principalmente a combinação de vento muito forte e granizo. Tivemos árvores derrubadas e estruturas atingidas, mas nenhuma estrada foi comprometida pela enxurrada. O fenômeno teve uma característica diferente: o vento e as pedras provocaram grande parte dos prejuízos”, explica Wendel. O secretário ressalta que o levantamento continua sendo atualizado à medida que novos danos são informados pelos produtores ou identificados pela equipe técnica.

O levantamento aponta R$ 1.399.160,00 em prejuízos nas culturas agrícolas, R$ 1.571.793,00 em edificações agrícolas, R$ 41 mil na produção pecuária e R$ 307.081,60 em edificações pecuárias, totalizando R$ 3.319.034,60 em prejuízos.

Prejuízos no setor agropecuário

 

Área Prejuízo estimado
Culturas agrícolas R$ 1.399.160,00
Edificações agrícolas R$ 1.571.793,00
Produção pecuária R$ 41.000,00
Edificações pecuárias R$ 307.081,60
Total R$ 3.319.034,60

 

Prejuízos nas culturas

 

Cultura Produtores Prejuízo
Banana 6 R$ 641.160,00
Tomate 13 R$ 295.000,00
Olerícolas folhosas 28 R$ 252.000,00
Videira 1 R$ 100.000,00
Flores 6 R$ 90.000,00
Morango 2 R$ 21.000,00
Total 56 registros de produtores R$ 1.399.160,00

 

Principais estruturas atingidas

 

Estrutura Localidade Prejuízo
Estufas Diversas regiões rurais R$ 1.556.638,00
Barracão Belvedere R$ 15.155,00
Abatedouro de ovinos Jardim Curitiba R$ 142.081,60
Estrutura de piscicultura Juruba R$ 165.000,00
Total — R$ 1.878.874,60

 

Prejuízos na produção pecuária

 

Atividade Localidade Prejuízo
Produção de queijos Correia de Freitas R$ 20.000,00
Piscicultura Correia de Freitas R$ 11.000,00
Pecuária de leite São Domingos R$ 10.000,00
Total — R$ 41.000,00

Fonte: Laudo preliminar de danos na agricultura e pecuária, elaborado após o desastre ocorrido em 21/09/2026, pela Secretaria Municipal de Agricultura em parceria com outros órgãos

Primeiro levantamento aponta prejuízo de quase R$ 4 milhões nas residências de Apucarana atingidas pelo temporal

A Prefeitura de Apucarana já contabiliza R$ 3.725.097,72 em prejuízos nas residências atingidas pelo temporal da noite de segunda-feira (21/09). O valor é parcial, corresponde aos dois primeiros dias de atendimento às famílias e poderá aumentar com a inclusão dos novos registros e das vistorias que continuam sendo realizadas nos bairros pela secretaria municipal de Obras. Até o momento, foram cadastrados 1.961 imóveis atingidos, enquanto a Defesa Civil estima que cerca de 5 mil residências tenham sofrido algum tipo de dano na cidade.

O prefeito Rodolfo Mota afirma que a Prefeitura está trabalhando em duas frentes: o atendimento imediato às famílias e o levantamento dos danos para buscar apoio dos governos do Estado e Federal. “Primeiro, é garantir atendimento imediato às famílias e, ao mesmo tempo, produzir relatórios que mostrem o tamanho dos prejuízos para podermos pedir ajuda aos governos estadual e federal. Para isso, decretamos a situação de emergência, que já foi homologada pelo Governo do Paraná”, explicou. Após o atendimento inicial, concentrado no Pátio de Máquinas, novos pedidos passaram a ser registrados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

O prefeito destaca que os números registrados até agora representam apenas uma parte dos prejuízos nas moradias. “A projeção da Defesa Civil é de que cerca de 5 mil residências tenham registrado algum tipo de dano. Isso mostra que o valor dos prejuízos ainda vai crescer bastante à medida que novas avaliações forem concluídas e incorporadas ao relatório oficial”, afirmou.

Os atendimentos estão sendo registrados em um sistema de mapeamento que permite localizar os imóveis e as pessoas cadastradas. As regiões do Jardim Ponta Grossa e Jardim América concentram o maior número de registros, com 734 imóveis atingidos. Na região formada por Jardim Trabalhista, Monções e João Goulart, foram 389 registros. Já na região central foram cadastrados 48 imóveis. Segundo a Secretaria de Obras, esse número pode não representar todos os imóveis afetados, pois parte dos moradores conseguiu resolver os problemas por conta própria.

Os principais danos registrados até agora estão relacionados às coberturas das casas, com telhas perfuradas pelas pedras de gelo, quebradas ou arrancadas, além de muros parcialmente derrubados, grades danificadas e padrões de energia elétrica destruídos. “Esse conjunto de danos deixou muitas famílias expostas e também provocou perdas de móveis, eletrodomésticos e outros pertences, além de comprometer as condições de segurança e moradia”, explica o engenheiro civil Mateus Franciscon Fernandes, secretário municipal de Obras.

Além do atendimento às famílias, equipes da Prefeitura estão percorrendo os bairros para vistoriar as residências, fotografar os danos e reunir documentos que vão ajudar na elaboração dos pedidos de recursos. “Paralelamente, cerca de oito viaturas percorrem os bairros, verificando as condições das residências e prestando o apoio necessário às famílias”, afirma o secretário.

 

RELATÓRIO PARCIAL DE DANOS HABITACIONAIS POR REGIÃO

Região / Agrupamento de bairros Imóveis atingidos Valor estimado (R$)
Jardim Ponta Grossa 734 R$ 1.417.028,35
Jardim Trabalhista 389 R$ 750.986,41
Vila Nova 205 R$ 395.764,05
Vila Regina / Interlagos 178 R$ 343.639,03
Jardim Aviação 153 R$ 295.375,12
Vila Reis 97 R$ 187.263,97
Jardim Catuaí 82 R$ 156.222,31
Jardim Apucarana 56 R$ 108.111,16
Região Central 48 R$ 34.026,75
Região Rural 19 R$ 36.680,57
TOTAL 1.961 R$ 3.725.097,72

Fonte: Relatório Técnico de Avaliação de Danos em Unidades Habitacionais – Defesa Civil / Prefeitura Municipal de Apucarana. Levantamento referente aos dois primeiros dias de atendimento.

Primeiro levantamento aponta prejuízo de mais de R$ 2 milhões nos prédios públicos de Apucarana após o temporal

Um primeiro levantamento feito pela Prefeitura de Apucarana, divulgado nesta sexta-feira (25/09) aponta R$ 2.144.334,59 em prejuízos nos prédios públicos municipais atingidos pelo temporal com ventos de até 125 km/h na noite de segunda-feira (21/09). Os dados foram reunidos a partir das primeiras vistorias realizadas nas unidades afetadas, e incluem danos em escolas e CMEIs, parques, praças, ginásios, unidades de saúde e equipamentos da Assistência Social. A Educação concentra 80,3% dos danos, com R$ 1.721.850,00 em prejuízos. O valor inclui problemas em telhados, coberturas, muros, calhas, forros e outras estruturas, além da perda de equipamentos e materiais utilizados nas unidades.

“O que aconteceu em Apucarana foi uma tragédia histórica, uma verdadeira catástrofe. No primeiro momento, nossa prioridade absoluta foi socorrer as famílias que tiveram suas casas atingidas, com a distribuição de lonas, telhas e todo o apoio possível. Agora, três dias depois, estamos avançando no levantamento dos prejuízos nos prédios públicos e em toda a cidade. Esses dados serão fundamentais para sabermos o tamanho dos danos, pedirmos ajuda aos governos do Estado e Federal e também planejarmos os investimentos que o Município terá de fazer com recursos próprios para recuperar tudo o que foi destruído”, afirma o prefeito Rodolfo Mota.

“Este levantamento integra o trabalho de avaliação dos impactos provocados pelo evento climático e poderá ser atualizado à medida que novas vistorias e avaliações técnicas forem realizadas”, explica o engenheiro civil Mateus Franciscon Fernandes, secretário municipal de Obras. Do valor estimado até o momento, R$ 2.014.434,59 correspondem a danos nas estruturas e R$ 129.900,00 a materiais e equipamentos perdidos.

O CMEI Benedito Leugi, no Núcleo Habitacional João Paulo, apresenta o maior valor individual estimado, de R$ 641 mil. A cobertura foi destruída, com telhas e calhas arrancadas, além de perdas de notebooks e televisão. A unidade atende 169 alunos. “A Educação concentra os maiores prejuízos porque várias unidades foram atingidas diretamente pelo vendaval, principalmente com danos em coberturas e estruturas”, explica Mateus Fernandes.

Na Escola Municipal Professor Idalice Moreira Prates, no Parque Bela Vista, o destelhamento atingiu quatro salas e houve destruição de 105 carteiras e quadros, com valor estimado de R$ 226 mil. A unidade atende 289 alunos. Já o CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli, na Vila Salete, teve o telhado e os muros danificados pela queda de uma árvore. O custo estimado para recuperação é de R$ 217.500. A unidade atende 125 alunos.

Outra unidade com danos significativos é a Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire, no Jardim Ponta Grossa, onde o vendaval provocou danos no telhado, calhas, forro e estrutura de policarbonato. O valor estimado é de R$ 140 mil. A escola atende 396 alunos.

Entre os equipamentos públicos de uso comunitário e esportivo, o Complexo Esportivo José Antônio Basso (Lagoão), na região central, apresenta valor estimado de R$ 126.224,51, em razão de telhas e vidros quebrados e da queda do muro de divisa.

O Ginásio Augusto F. Chagas (Caveirão), em Pirapó, teve danos na estrutura e na cobertura, com custo estimado de R$ 85.541,18. Já o Ginásio Estação Cidadania, no Jardim América, sofreu a queda de parte dos muros e teve a drenagem comprometida, com valor estimado de R$ 82.110,26.

O setor de Uso Comunitário e Esportes soma R$ 308.650,45, equivalente a 14,4% do total. Na Saúde, os danos estimados chegam a R$ 78.133,59, enquanto a Assistência Social e outros equipamentos somam R$ 35.700,55.

Valores estimados por setor

Setor Danos nas estruturas Materiais perdidos Prejuízo Participação
Educação-Escolas e CMEIs R$ 1.599.950,00 R$ 121.900,00 R$ 1.721.850,00 80,3%
Uso Comunitário / Esportes R$ 308.650,45 R$ 0,00 R$ 308.650,45 14,4%
Saúde – UBSs R$ 78.133,59 R$ 0,00 R$ 78.133,59 3,6%
Assistência Social e outros R$ 27.700,55 R$ 8.000,00 R$ 35.700,55 1,7%
TOTAL R$ 2.014.434,59 R$ 129.900,00 R$ 2.144.334,59 100%

 

Prédios públicos com maiores danos:

Unidade Região Principais danos Valor estimado
CMEI Benedito Leugi Núcleo João Paulo Cobertura destruída, telhas e calhas arrancadas; perda de notebooks e TV R$ 641 mil
EM Prof. Idalice M. Prates Parque Bela Vista Destelhamento de quatro salas; perda de 105 carteiras e quadros R$ 226 mil
CMEI Prof.ª Tatiane Agrela Vila Salete Telhado e muros danificados por queda de árvore R$ 217,5 mil
EM Sen. Marcos de B. Freire Jardim Ponta Grossa Danos em telhado, calhas, forro e policarbonato R$ 140 mil
Complexo Esportivo Lagoão Centro Telhas e vidros quebrados; queda de muro R$ 126.224,51
Ginásio Augusto F. Chagas    Pirapó Danos na estrutura e cobertura R$ 85.541,18
Ginásio Estação Cidadania Jardim América Queda de muro e comprometimento da drenagem R$ 82.110,26

Fonte: Levantamento técnico preliminar da Secretaria Municipal de Obras / Defesa Civil de Apucarana

Levantamento inicial aponta mais de R$ 7,2 milhões em prejuízos no comércio e na indústria após temporal

Levantamento inicial indica que os prejuízos informados por indústrias, comércios e prestadores de serviços de Apucarana atingidos pelo temporal de 21 de setembro já ultrapassam R$ 7,2 milhões. Este é o primeiro levantamento realizado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços a pedido do prefeito Rodolfo Mota e continuará sendo atualizado conforme novas informações chegarem das empresas afetadas.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Neno Leiroz, afirma que a prioridade neste momento é ouvir os empresários, dimensionar os impactos e acompanhar as dificuldades enfrentadas pelos diferentes setores. “Nossa prioridade agora é ouvir, levantar as informações com responsabilidade e dar suporte nos encaminhamentos possíveis. Estamos visitando nossos empresários, acompanhando a situação e mantendo a Secretaria à disposição de quem foi atingido. Esse levantamento será importante para que o Município e os órgãos responsáveis tenham uma dimensão mais precisa dos impactos causados pelo temporal.”

A coleta de informações conta com o apoio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA), do Sindicato das Indústrias do Vale do Ivaí (SIVALE) e do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (SIVANA). Os dados levantados estão sendo encaminhados à Defesa Civil e contribuirão para a avaliação dos danos e para a análise de possíveis encaminhamentos, dentro das medidas cabíveis.

Para as entidades empresariais, além de dimensionar os prejuízos, é importante manter uma rede de apoio aos empresários e comerciantes atingidos. A presidente do SIVALE, Bete Ardigo, destaca a necessidade de proximidade neste momento. “Esse foi um momento muito difícil para muitas empresas e famílias que dependem diretamente dessas atividades. Agora, o mais importante é estarmos próximos dos empresários, oferecendo apoio e orientação e mostrando que eles não estão sozinhos nesse processo de recuperação.”

O presidente da ACIA, Elio Pinto, também ressalta que muitas empresas tiveram perdas significativas e precisam de apoio para retomar suas atividades. “Muitos empresários tiveram perdas importantes e foram surpreendidos por uma situação que ninguém esperava. A ACIA quer estar ao lado de cada empresa atingida, ouvindo, apoiando e ajudando no que estiver ao nosso alcance para que todos possam retomar suas atividades.”

A presidente do SIVANA, Aida Assunção, afirma que o comércio também foi fortemente afetado pelo temporal. “O comércio também sentiu fortemente os efeitos do temporal. Nosso compromisso é estar próximo dos comerciantes, ouvir suas dificuldades e contribuir para que esse momento seja superado com união, diálogo e apoio.”

Além da coleta de dados, a Secretaria está realizando visitas a empresários e estabelecimentos afetados, ouvindo as principais dificuldades e acompanhando de perto a situação de cada setor. Como o levantamento permanece em andamento, o valor dos prejuízos poderá ser atualizado conforme novas informações forem apresentadas pelas empresas atingidas.