A Prefeitura de Apucarana, por meio da Residência Multiprofissional em Saúde Mental e dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) e Infantojuvenil (CAPS IJ), promove no dia 19 de agosto, a partir das 18h30, um encontro aberto à comunidade para discutir o transtorno de jogos e a importância do cuidado em rede. A atividade será realizada na sede do CAPS AD, na Rua Jamil Soni, nº 174, no bairro 28 de Janeiro.
O prefeito Rodolfo Mota destaca que a iniciativa é encabeçada pelos profissionais da rede pública de Saúde Mental e visa ampliar a informação, a conscientização e o diálogo sobre os impactos do uso problemático de jogos e as possibilidades de acolhimento e acompanhamento na rede de saúde mental. “A perda do controle do hábito de jogar, o popular vício em jogos, causa impactos profundos não apenas na vida de quem enfrenta esse problema, mas também em toda a família e nas pessoas que estão ao seu redor. É uma condição médica que precisa ser reconhecida e tratada”, relata o prefeito.
Ele frisa que quanto antes a pessoa perceber que precisa de ajuda e procurar a rede de saúde, maiores são as possibilidades de interromper esse ciclo e reconstruir sua vida. “Da mesma forma, quem está ao lado precisa deixar o preconceito de lado, acolher, ouvir e oferecer apoio para que essa busca aconteça. Esse encontro promovido pelos profissionais é um primeiro grande passo: um espaço para informação, diálogo e, principalmente, para mostrar que ninguém precisa enfrentar esse problema sozinho”, convida Rodolfo Mota.
O transtorno do jogo (ludopatia ou jogo patológico) é um problema de saúde caracterizado pela dependência comportamental que afeta o sistema de recompensa do cérebro. Pode envolver tanto jogos de azar (aposta em dinheiro) quanto jogos eletrônicos/vídeogames (quando o uso digital é excessivo e compulsivo). Os principais sinais são a falta de controle: falhar ao tentar parar ou diminuir o tempo e o dinheiro gastos no jogo; prioridade: o jogo passa a ser o foco principal da vida, ocupando o lugar de compromissos e lazer; insistência: continuar jogando mesmo após sofrer graves consequências negativas. A coordenadora do CAPS AD de Apucarana, enfermeira Jackeline Lourenço Aristides, frisa que o encontro tem como foco toda a sociedade. “Queremos levar informação para quem já enfrenta o problema, para os familiares e também para quem ainda não sabe onde buscar ajuda. Vamos abordar as formas de cuidado disponíveis, os canais de orientação e os serviços da rede de saúde que podem acolher essas pessoas. O mais importante é que a pessoa ou a família não fique sem saber a quem recorrer. Informação, acolhimento e orientação são fundamentais para que o cuidado aconteça o quanto antes”, diz a coordenadora.
Jackeline pontua que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito aos pacientes, com tratamento terapêutico e psiquiátrico. “Nosso encontro do dia 19 de agosto tem como local o CAPS AD, contudo, as pessoas que precisarem de atendimento, exclusivo do transtorno do jogo, terão acolhimento junto às unidades básicas de saúde (UBS’s) ou no ambulatório do Cisvir”, esclarece.





