Usuários do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD) de Apucarana participaram nesta terça-feira (20/10) de um Festival de Pipas no Parque Ecológico da Raposa. A atividade encerrou a programação alusiva ao Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, e proporcionou uma manhã de convivência, lazer e integração fora do ambiente de atendimento do serviço.

A iniciativa foi desenvolvida pelas residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental e contou com duas oficinas de produção e personalização de pipas, realizadas nos dias 5 e 19 de outubro. No parque, os participantes empinaram as pipas confeccionadas, compartilharam um piquenique e aproveitaram os espaços naturais para caminhadas e momentos de descontração.

O prefeito Rodolfo Mota destacou o valor da atividade elaborada pelos residentes, pontuando que cuidar da saúde mental também é proporcionar momentos de convivência, lazer e bem-estar. “O Festival de Pipas mostra a importância de ouvir os usuários dos nossos serviços, valorizar suas ideias e construir atividades que façam sentido para eles. Levar esse cuidado para além do espaço de atendimento, ocupando os parques e outros ambientes da cidade, é uma forma de fortalecer vínculos, promover a inclusão e garantir um cuidado mais humano. Parabenizo os profissionais e residentes envolvidos na iniciativa, que demonstra como pequenas ações podem fazer diferença na vida das pessoas”, disse.

O secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, a promoção da saúde mental exige um olhar integral para as pessoas, considerando não apenas os atendimentos clínicos, mas também as relações sociais, a convivência e a qualidade de vida. “O Festival de Pipas é uma iniciativa que reforça essa visão, ao criar oportunidades de interação, lazer e fortalecimento de vínculos”, destacou.

Segundo relato da assistente social residente Júlia Maria Deusdará Santos, a atividade despertou lembranças da infância e incentivou a interação entre os participantes e os profissionais do serviço. “Foi um momento muito gostoso, de muita diversão e descontração. Conseguimos perceber o quanto essa atividade despertou memórias e lembranças da infância. Muitos comentaram sobre suas experiências com as pipas e se envolveram bastante na atividade de empinar. Foi muito legal ver a interação entre eles, conversando, rindo e compartilhando histórias”, relata.

Além de empinar pipas e participar do piquenique, alguns usuários aproveitaram a manhã para caminhar pelo parque, conhecer as cachoeiras e observar o lago. Para Júlia, esses momentos de convivência e troca também fazem parte do cuidado em saúde mental. “Entendemos que o cuidado em saúde mental também é poder proporcionar momentos de lazer, convivência, troca e bem-estar para além dos atendimentos que acontecem dentro do CAPS. Foi muito bonito ver a felicidade, a participação e o envolvimento deles”, afirma.

Além de Júlia Maria Deusdará Santos, a iniciativa foi desenvolvida pelas residentes Conceição Vieira, enfermeira; Domingas Odeth Lázaro Chiñolo, psicóloga; e Emily Maria Costa, assistente social.

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