A Prefeitura de Apucarana, por meio do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infanto-juvenil, promoveu nesta semana uma oficina para aprimorar o cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes. Além de quadros específicos, como autismo, TDAH e transtornos de personalidade, o encontro abordou também o enfrentamento de pacientes em crise e sofrimento.  A capacitação também promoveu o fortalecimento da rede de atendimento, o combate ao preconceito e troca de experiências entre municípios, com a participação de profissionais do CAPS de Rolândia.

O secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, destacou o trabalho em rede.  “A capacitação foi enriquecida com a troca de experiências e com a supervisão da Fiocruz. Além disso, nas atividades diárias o serviço conta com o suporte da Autarquia Municipal de Saúde e com a articulação com outras pastas e órgãos como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Essas parcerias garantiram, por exemplo, melhorias no ambiente de acolhimento e a disponibilização de um veículo”, citou.

A atividade foi conduzida pela coordenadora do CAPS Infanto-juvenil de Apucarana, psicóloga Dayene Patrícia Gatto Altoé, e pelo psiquiatra Lucas Francisco Campanha. Entre os temas trabalhados estiveram as principais manifestações clínicas na infância e adolescência relacionadas a alterações do neurodesenvolvimento. “Incluindo deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o TDAH. Também foram discutidos transtornos de personalidade e os desafios relacionados à identificação e ao cuidado desses quadros”, citou Dayene.

A formação deu também atenção especial às situações de crise, quando crianças e adolescentes apresentam maior desorganização emocional. A proposta foi discutir como os serviços podem atuar nesses momentos e, ao mesmo tempo, estruturar o cuidado continuado fora da crise. Entre as estratégias estão atendimentos individuais, grupos terapêuticos, acompanhamento familiar, atendimento domiciliar e apoio às equipes da atenção primária e hospitalar.

A psicóloga ressaltou ainda a necessidade de combater o preconceito em relação ao CAPS e de dar visibilidade ao papel do serviço na rede de saúde mental do município. A coordenadora reforçou ainda o compromisso da equipe com a defesa do cuidado em liberdade (sem internação) e com o respeito à diversidade das formas de existir na infância e na adolescência. “Cada vez mais as crianças e adolescentes têm enfrentado questões graves de saúde mental, violências, bullying e outras privações. Por isso, o fortalecimento técnico da equipe também representa uma forma de ampliar a capacidade de escuta, cuidado e suporte às famílias “, avaliou.

A coordenadora do CAPS reiterou ainda o apoio da Autarquia Municipal de Saúde, por meio da enfermeira Elis Gaspar Castoldi, e de toda a equipe técnica da Divisão de Saúde Mental. A Oficina Integrativa de Instrumentalização Teórico-Prática teve oito horas de atividades e contou com a participação de profissionais da residência multiprofissional, além de integrantes da equipe do CAPS Infanto-juvenil de Apucarana, incluindo profissionais de educação, enfermagem, serviço social e psicologia. Os participantes receberam certificado.

 

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