A Prefeitura de Apucarana, por meio da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), em parceria com a 16ª Regional de Saúde do Paraná, promoveu nesta quarta-feira (12/08) uma formação continuada sobre Monitoramento e Rastreamento do Sarampo. Embora não haja casos confirmados da doença na circunvizinhança, a capacitação reuniu técnicos da Vigilância Epidemiológica e da Atenção Básica dos 17 municípios da regional com o objetivo de preparar as equipes para identificar precocemente casos suspeitos e agir de forma rápida, interrompendo possíveis cadeias de transmissão e protegendo a população.
Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde da AMS, enfermeiro Luciano Simplício, a capacitação ocorre em um momento de alerta para a circulação do vírus do sarampo em diferentes países e diante do registro de casos importados no Brasil. “Estamos observando aumento de casos em países da América do Norte e também na América do Sul, especialmente no Peru e na Bolívia. No Brasil, São Paulo já registrou casos importados, mas a atuação rápida da vigilância conseguiu impedir a disseminação. Nosso objetivo é manter essa capacidade de resposta também em nossa região”, explicou.
Luciano Simplício ressaltou que Apucarana possui uma localização estratégica, com intensa circulação de pessoas e forte ligação econômica com o Estado de São Paulo. “Apucarana está em um importante corredor de circulação. Pela posição geográfica e pelo fluxo constante de pessoas, existe a possibilidade de surgirem casos suspeitos nos próximos meses. Os municípios da 16ª Regional de Saúde também mantêm contato constante entre si. Por isso, estamos preparando as equipes para identificar precocemente os casos suspeitos, realizar o monitoramento dos pacientes e de seus contatos e adotar todas as medidas necessárias para impedir a transmissão”, afirmou.
Embora não haja casos confirmados de sarampo em Apucarana ou nos municípios da 16ª Regional de Saúde, a orientação é intensificar a busca ativa de pacientes com doenças exantemáticas (caracterizadas por manchas avermelhadas na pele), inclusive entre notificações inicialmente investigadas para outras doenças, como a dengue. “A proposta é não esperar apenas o paciente procurar o serviço de saúde com suspeita de sarampo. Estamos orientando as equipes a utilizarem os sistemas de informação para identificar casos que possam ter passado despercebidos e incluí-los no monitoramento, ampliando nossa capacidade de diagnóstico e resposta”, explicou Simplício.
Além da qualificação dos profissionais, a Autarquia Municipal de Saúde intensificou a vacinação contra o sarampo. O imunizante está disponível durante em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que possuem sala de vacinação, para pessoas de 1 a 59 anos que necessitam atualizar o esquema vacinal.
A AMS também está realizando busca ativa de pessoas com vacinação incompleta. As UBSs receberam relatórios com a identificação de moradores que precisam atualizar a caderneta vacinal e estão entrando em contato com as famílias para reforçar a importância da imunização. “O sarampo é uma doença altamente contagiosa, mas pode ser prevenido com vacina. Esperamos que as pessoas procurem a unidade de saúde para verificar a situação vacinal e garantir a proteção. Quanto maior a cobertura vacinal, menor o risco de circulação do vírus e de ocorrência de surtos”, reforçou Simplício.
A formação foi ministrada pelo superintendente de Vigilância em Saúde da AMS, enfermeiro Luciano Simplício, e pela coordenadora da Epidemiologia da 16ª Regional de Saúde do Paraná, Cacilda Maria do Prado. O treinamento integra as estratégias permanentes de qualificação das equipes de saúde para fortalecer a vigilância epidemiológica e assegurar uma resposta rápida diante de possíveis casos suspeitos de sarampo.




