A Prefeitura de Apucarana, por meio da Autarquia Municipal de Educação (AME), promove nesta terça-feira (7/4) mais uma formação continuada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para professores da rede municipal. Cerca de 20 docentes que atuam com o ensino da disciplina participam do encontro, realizado no Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
A iniciativa integra um calendário permanente de capacitações, com o objetivo de atualizar conhecimentos, aperfeiçoar a didática e fortalecer práticas inclusivas no ambiente escolar. As formações também estimulam a troca de experiências entre os profissionais e ampliam o acesso dos estudantes à comunicação em Libras.
De acordo com a assessora pedagógica da AME para a disciplina de Libras, Rute Rossetto, os encontros abordam conteúdos práticos e inovadores. “No início do ano trabalhamos com literatura surda e, agora, estamos desenvolvendo jogos educativos adaptados em Libras. Também realizamos oficinas de expressões faciais e corporais, fundamentais para a comunicação”, explica.
Ela destaca que a formação ocorre de forma contínua ao longo do ano letivo, com parcerias e atividades complementares. “No ano passado contamos com a participação de professores surdos nas capacitações. Também temos parceria com a UNESPAR, que contribui com novas metodologias. Além disso, eventos como o Festival de Inglês, Espanhol e Libras, previsto para 25 de agosto, e a Semana do Surdo, em setembro, fazem parte desse processo formativo”, ressalta.
A inclusão de Libras no currículo escolar atende alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com aulas semanais. Para Rute Rossetto, a iniciativa contribui para uma transformação cultural no município. “Estamos trabalhando a base. As crianças aprendem Libras desde cedo, passam a gostar da língua e conseguem se comunicar com pessoas surdas. Isso promove uma inclusão verdadeira, que se reflete no futuro da sociedade”, afirma.
Atualmente, a rede municipal de ensino de Apucarana atende cerca de 10 alunos surdos ou com implante coclear.
A professora de Libras Andréia Vicentini destaca o impacto positivo das atividades em sala de aula. “Aprender Libras desperta curiosidade nos alunos. Mesmo quando não há um estudante surdo na turma, eles entendem a importância de se comunicar e levam esse conhecimento para casa, ajudando a disseminar a cultura da inclusão”, relata.
Segundo ela, o uso de jogos facilita o aprendizado e torna as aulas mais atrativas. “Os jogos são flexíveis e podem ser adaptados para diferentes turmas. Os alunos aprendem brincando, interagem mais e desenvolvem o conteúdo de forma natural. Além disso, utilizamos recursos digitais, que dialogam com a realidade das crianças”, explica.
A professora também ressalta a importância da formação continuada diante das mudanças no perfil dos estudantes. “As salas de aula são cada vez mais diversas e conectadas à tecnologia. Por isso, precisamos inovar constantemente. Nessas capacitações, não compartilhamos apenas materiais, mas também experiências que já deram certo em sala de aula”, completa.





