A Prefeitura de Apucarana realizou, na tarde desta quinta-feira (12/03), uma operação de fiscalização em um pensionato conhecido como “Vila do Chaves e Carandiru”, localizado na Rua Dr. Osvaldo Cruz, na região central da cidade. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança, Transporte, Trânsito, Mobilidade Urbana e Defesa Civil (Segtran) e contou com a participação da Guarda Civil Municipal, da Secretaria de Meio Ambiente, além dos departamentos de Vigilância Sanitária e de Fiscalização .
A operação também teve apoio da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, reforçando o trabalho integrado entre as forças de segurança e os órgãos de fiscalização do município.
De acordo com o secretário da Segtran, major Vilson Laurentino da Silva, a ação foi motivada por diversas denúncias relacionadas ao funcionamento do local. “Várias denúncias apontavam que essa pensão estaria sendo usada como ponto de tráfico de drogas e também de receptação de produtos advindos de furto. Em maio do ano passado, um assassinato também aconteceu no local, sendo que a vítima foi transportada em uma carriola e deixada com os pés e mãos amarrados em outro terreno na mesma rua. Além disso, em novembro de 2025, um rapaz foi encontrado ferido e relatou ter sido agredido por outro homem na Vila do Chaves. Diante dessas informações, solicitamos o apoio das forças de segurança para fiscalizar o imóvel”, explicou.
Durante a vistoria, técnicos da Vigilância Sanitária constataram que o imóvel não possui autorização para funcionar como pensionato e apresenta condições inadequadas de higiene e segurança. “O local não tem licença da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros nem alvará da Prefeitura. Além disso, apresenta fiação elétrica exposta, acúmulo de entulho e lixo, o que caracteriza condição insalubre. Para funcionar como pensão, o local precisaria passar por uma reforma muito grande. Nas condições atuais, não há possibilidade de funcionamento”, afirmou o técnico Nelson Jorge Capelari.
A agente fiscal da Secretaria Municipal da Fazenda, Neusa Faustino de Oliveira, informou que o proprietário do imóvel não foi localizado durante a operação, mas já foi identificado. “Nós iremos notificá-lo para que encerre as atividades realizadas no local, pois a pensão não possui licença da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros nem da Prefeitura. Ele deverá comparecer para tomar as providências necessárias, inclusive para a retirada das pessoas e de seus pertences”, explicou.
Segundo informações levantadas durante a fiscalização, o imóvel seria alugado pelo proprietário a uma pessoa que, por sua vez, sublocava quartos para terceiros, com valores que chegavam a R$ 30 por diária ou R$ 400 por mês.
Apesar das denúncias, nenhuma irregularidade criminal foi constatada no momento da ação. “Havia cerca de dez pessoas que se diziam inquilinas no local. Consultamos os dados no sistema e não foi encontrado nenhum mandado de prisão em aberto, nem produtos ilícitos. A atuação da Polícia Militar, em conjunto com a Guarda Municipal, foi garantir a segurança para o trabalho de fiscalização realizado pelos órgãos da prefeitura”, concluiu o tenente Rech, do 10º Batalhão de Polícia Militar.
A Prefeitura também esclareceu que a Secretaria Municipal de Assistência Social não participa de abordagens conjuntas com forças de segurança durante operações desse tipo. O papel da assistência social é voltado à proteção social e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, sendo acionada apenas quando há verificação de possível violação de direitos, para prestar o acompanhamento necessário.




