No primeiro dia útil do ano, o prefeito Rodolfo Mota reuniu nesta segunda-feira (05/01) em seu gabinete, todo o secretariado municipal para a primeira reunião de trabalho de 2026. O encontro marcou o alinhamento do planejamento estratégico da gestão e o início de um novo ciclo administrativo, definido como o “ano da construção e da transformação”.

Durante a reunião, o prefeito apresentou um balanço do primeiro ano de mandato, período marcado por desafios estruturais e avanços significativos em diversas áreas, e reforçou as diretrizes que vão nortear as ações da Prefeitura ao longo de 2026. O foco, segundo ele, é acelerar entregas, consolidar investimentos e transformar planejamento em obras e serviços concretos para a população.

Entre os temas debatidos estiveram também demandas de curto prazo, como o enfrentamento à dengue, a programação comemorativa pelos 82 anos de Apucarana, a organização da 63ª Prova Pedestre 28 de Janeiro — que já registra recorde de inscritos — e a preparação da rede municipal para a volta às aulas. “O primeiro ano de mandato foi de muitos desafios, mas também de grandes conquistas. Temos uma equipe capacitada que, junto com o funcionalismo municipal, recolocou Apucarana na rota do desenvolvimento. Em 2026 não podemos diminuir o ritmo. Pelo contrário, a dedicação será ainda maior para entregar o melhor para a população”, afirmou o prefeito Rodolfo Mota.

Ele destacou que o “ano da construção e da transformação” prevê investimentos da ordem de R$ 108.460.600,00, destinados a obras, aquisição de veículos e equipamentos, além de melhorias estruturais e ações estratégicas que serão executadas, prioritariamente, nos primeiros seis meses do ano. “Estamos falando de um ciclo de execução. O planejamento está pronto, os recursos estão organizados e agora é hora de fazer acontecer. A previsão é iniciar entre 20 e 25 grandes obras ao longo de 2026, impactando diretamente a qualidade de vida da população e preparando Apucarana para o futuro”, completou o prefeito.

O desafio financeiro do Município também foi pauta da reunião, especialmente diante da dívida de aproximadamente R$ 1,3 bilhão com a União, cuja cobrança está suspensa até março por força de liminar obtida pela Prefeitura de Apucarana. O cenário fiscal para 2026, segundo a equipe econômica da prefeitura, exige ainda mais planejamento, eficiência e controle de gastos. De acordo com o secretário municipal da Fazenda, professor Rogério Ribeiro, o Município deverá enfrentar uma redução significativa na receita disponível ao longo do ano, decorrente de fatores externos à gestão. “Um deles é a correção da tabela do Imposto de Renda, que beneficia os trabalhadores, mas reduz a arrecadação municipal sobre a folha de pagamento. A estimativa é de uma queda de cerca de R$ 10 milhões apenas com essa medida”, informa Ribeiro.

Outro impacto relevante vem da redução de aproximadamente 45% na arrecadação do IPVA, o que representa menos R$ 18 milhões para os cofres municipais. Soma-se a isso o processo de reoneração da folha de pagamento promovido pelo Governo Federal, com o aumento da alíquota do INSS patronal de 12% para 16%, gerando uma despesa adicional estimada em cerca de R$ 4 milhões ao longo do ano. “Estamos falando de um cenário em que o Município terá algo em torno de R$ 30 milhões a menos de receita disponível em 2026. Isso exige um esforço ainda maior de planejamento estratégico e eficiência no gasto público. Não se trata de reduzir políticas públicas ou desacelerar entregas, mas de fazer mais — ou pelo menos o mesmo — com menos recursos”, explicou Rogério Ribeiro.

O secretário destacou que, apesar da conjuntura desfavorável, a gestão inicia 2026 em condições mais sólidas do que no início do mandato, fruto do controle fiscal e do uso responsável dos recursos públicos ao longo do último ano. “Cuidamos bem do dinheiro público, reduzimos despesas desnecessárias e concentramos esforços no que é essencial. Isso nos dá base para manter o ritmo de entregas, mesmo em um cenário mais restritivo”, completou.

Segundo Rogério Ribeiro, o alinhamento com todo o secretariado tem como objetivo garantir que cada pasta compreenda o contexto econômico de 2026 e atue de forma integrada para sustentar o plano de investimentos do ano, que prevê o início de ao menos 20 grandes obras no Município.

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