Após a tempestade, mais duas unidades municipais de ensino de Apucarana reabrem as portas para os alunos

Entre marcas da tragédia provocada pelo temporal do último dia 21, nesta semana novas unidades educacionais de Apucarana retomam sua rotina. A Escola Municipal Mateus Leme, na Vila Nossa Senhora da Conceição, que havia reiniciado os trabalhos de forma parcial, iniciou a segunda-feira (28/09) em pleno funcionamento. Já nesta terça-feira (29/09), segundo a Autarquia Municipal de Educação (AME), a Escola Municipal Professora Marilda Duarte Noli retomará as atividades, o mesmo acontecendo com o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Benedito Leugi, localizado no Núcleo Habitacional Papa João Paulo I, que funcionará provisoriamente junto ao salão catequético da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima. A unidade, que foi a mais afetada pela catástrofe, estava com as atividades suspensas.

O prefeito Rodolfo Mota lembra que grande parte da rede municipal já havia retornado plenamente aos trabalhos na última sexta-feira (25/09). Das  60 unidades escolares, apenas três seguem com funcionamento parcial (escolas Albino Biacchi e Professor Idalice Moreira Prates) ou suspenso (CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli).

A Educação concentra 80,3% dos danos registrados nos prédios públicos, com R$ 1,72 milhão em prejuízos em escolas e CMEI’s. “Estamos trabalhando em regime acelerado para que todas as unidades que ainda estão parcialmente ou com atividades suspensas possam reunir as condições adequadas de funcionamento”, informa o prefeito. A orientação é para que as famílias continuem observando as orientações específicas encaminhadas pela equipe diretiva de cada unidade e nas redes oficiais da prefeitura e Autarquia Municipal de Educação (AME).

A secretária municipal de Educação, professora Ana Paula do Carmo Donato, relata que o CMEI Benedito Leugi vai precisar de uma grande intervenção, por isso a retomada dos trabalhos pedagógicos acontecerá temporariamente em outro local. “A unidade teve a cobertura destruída, com telhas e calhas arrancadas, além de perdas de notebooks e televisão. O dano afetou 169 alunos”, relata a secretária. De acordo com ela, o prejuízo estimado é de R$ 641 mil.

Atendimento parcial

  • Escola Municipal Albino Biacchi;
  • Escola Municipal Professor Idalice Moreira Prates.

Aulas continuam suspensas 

  • CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli;

Prefeitura cria serviço emergencial para retirada de telhas, vidros e móveis danificados durante a tempestade

A Prefeitura de Apucarana abriu uma nova frente de atendimento às famílias atingidas pelo temporal. Após concentrar esforços nas ações prioritárias, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos iniciou o cadastro para o recolhimento de telhas, vidros, móveis e outros resíduos gerados pela tempestade. O serviço é excepcional e será realizado mediante protocolo, que deve ser feito sem falta até esta sexta-feira (02/10), pois o prazo não será prorrogado.

Devido ao grande volume de materiais espalhados pela cidade, o prefeito Rodolfo Mota autorizou a criação da operação. “A medida amplia o trabalho de recuperação da cidade e busca oferecer uma solução segura para a destinação de materiais que normalmente não fazem parte da rotina de coleta realizada pelo município”, observou Mota.

O secretário municipal de Serviços Públicos, Wendel Metta, explica que os moradores devem reunir os materiais na calçada, sem bloquear a passagem de pedestres, e solicitar a retirada por meio de um protocolo específico criado para esta operação. “O procedimento é semelhante ao feito para o serviço de recolhimento de inservíveis já existentes, porém esse é voltado exclusivamente aos resíduos gerados durante o temporal”, esclareceu.

O pedido deve ser feito pelo WhatsApp da Secretaria de Serviços Públicos, no número (43) 99626-7450. Após o envio da mensagem, o cidadão recebe imediatamente o número do protocolo, que permitirá acompanhar o atendimento. O cadastro ficará aberto somente até o dia 2 de outubro, prazo definido para organizar a operação e dimensionar o volume de materiais que deverá ser recolhido.

Wendel Metta reforça que as equipes já iniciam o recolhimento nesta semana, mas alerta que a grande demanda poderá fazer com que o atendimento se estenda pelos próximos dias. A orientação é para que quem registrar o protocolo dentro do prazo mantenha os materiais separados e aguarde a passagem das equipes, mesmo que o recolhimento não ocorra imediatamente. O secretário destaca que o prazo limite vale apenas para a abertura dos protocolos, e não para a conclusão dos serviços.

A Prefeitura reforça que a iniciativa tem caráter emergencial e foi criada exclusivamente em razão dos prejuízos provocados pelo temporal. Com a organização dos pedidos e o planejamento das rotas de coleta, o município pretende agilizar a limpeza e a recuperação dos bairros atingidos.

Uma semana após o temporal, atendimento emergencial prossegue com várias frentes em Apucarana

As equipes da Prefeitura continuam mobilizadas para atender as famílias afetadas e avançar na recuperação da cidade. O trabalho reúne ações simultâneas de assistência social, limpeza, desobstrução de vias, recuperação de unidades de ensino e atendimento emergencial às pessoas em situação de vulnerabilidade. Os serviços públicos estão sendo normalizados gradativamente, mas o pleno restabelecimento da rotina urbana deverá levar ainda algum tempo.

O prefeito Rodolfo Mota destaca que o ritmo segue intenso e exige dedicação contínua das equipes. “Estamos completando sete dias de trabalho depois dessa tragédia que vivemos. Ontem (domingo), inclusive, estivemos com várias equipes atendendo e socorrendo algumas famílias em situação de muita vulnerabilidade. Fizemos uma força-tarefa para atender essas famílias em seus domicílios”, relatou o prefeito Rodolfo Mota.

Segundo o prefeito, os trabalhos de desobstrução de vias, corte e retirada de árvores prosseguem. A dimensão dos danos faz com que os serviços demandem tempo, especialmente porque dezenas de árvores ainda precisam ser recolhidas de ruas e calçadas. “É um trabalho braçal, um trabalho duro, que as nossas equipes estão executando”, afirmou.

Rodolfo Mota reforçou que os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) estão acolhendo a população atingida. Ele explicou que o atendimento de assistência social não se limita à entrega de telhas e lonas. “Famílias afetadas que estejam em situação de vulnerabilidade social devem procurar o CRAS mais próximo para receber orientações e verificar o acesso a outras formas de auxílio”, pontuou.

Na área da educação, a Prefeitura mantém uma frente para restabelecer o funcionamento de toda a rede municipal. O objetivo é concluir a recuperação de três unidades, normalizando as aulas em 100% da rede até quarta-feira. No caso do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Benedito Leugi, situado no Núcleo Habitacional João Paulo, será necessário transferir as atividades para um local provisório. “Já iniciamos a transferência para o centro catequético da paróquia do bairro, garantindo a continuidade do atendimento aos estudantes enquanto os reparos são executados”, explicou.

Rodolfo Mota ressalta que o município já conseguiu superar etapas importantes, como o restabelecimento da energia e água. “No terceiro dia após o temporal, praticamente toda a população já contava novamente com luz e água. Isso trouxe mais tranquilidade para avançarmos nas outras frentes”, avaliou.

O prefeito destacou que a recuperação da cidade será gradual e pediu a colaboração da população. Entre as ações simples que podem ajudar está a retirada de folhas acumuladas nas calçadas e nas grades das bocas de lobo em frente às residências. “Temos previsão de mais chuva e aquelas folhas impedirão a passagem da água, o que poderá gerar novos transtornos”, alertou.

Prefeitura mantém força-tarefa neste sábado para atender famílias atingidas pelo temporal

A Prefeitura de Apucarana mantém neste sábado (26/09) a força-tarefa para atender as famílias atingidas pelo vendaval, que deixou um rastro de destruição em diferentes regiões da cidade na noite de segunda-feira (21/09). Equipes da Secretaria de Serviços Públicos, Defesa Civil e militares do Exército estão mobilizados desde as 7 horas da manhã para organizar o atendimento e prestar assistência à população. Duas novas carretas de telhas adquiridas pela Prefeitura, por meio da Defesa Civil, foram descarregadas durante a manhã e começaram a ser destinadas às famílias que já haviam feito o cadastro.

O prefeito Rodolfo Mota acompanha os trabalhos e destacou que o atendimento foi mantido mesmo durante o fim de semana diante da dimensão dos estragos provocados pelo temporal. “Nós temos a maior tragédia da nossa história na segunda-feira, às 7 horas da noite. Nós vamos levar muitos dias trabalhando sábado e domingo para poder resgatar e recuperar todo esse prejuízo que foi causado. Os trabalhos seguem mesmo neste sábado. A gente vai acolhendo, vai atendendo e vai cuidando das pessoas”, afirmou.

Nos dois primeiros dias após o temporal, a Prefeitura já havia distribuído telhas de três carretas e atendido mais de 700 famílias. O trabalho foi interrompido na sexta-feira (25/09) devido à necessidade de liberação de novos carregamentos pela fábrica. Com a chegada das duas novas carretas neste sábado, o atendimento às famílias cadastradas foi retomado. As equipes estão organizando a fila, conferindo os cadastros e realizando a entrega conforme a necessidade de cada família.

A Prefeitura reforça, porém, que os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) não estão mais realizando novos cadastros para recebimento de telhas. O cadastramento para essa finalidade foi encerrado na sexta-feira (25/09). As famílias que já fizeram o cadastro e solicitaram que as telhas fossem entregues em seus endereços continuarão sendo atendidas, conforme a organização da logística de distribuição.

A partir de segunda-feira (28/09), os CRAS retomam normalmente os atendimentos de assistência social. Famílias que estão passando necessidade poderão procurar as unidades para avaliação e orientação sobre o recebimento de ajuda. “A questão da telha é só uma parte disso que a cidade realmente viveu. Do ponto de vista da assistência social, se você conhece uma família em situação de vulnerabilidade ou você está nessa situação, procure o nosso CRAS. Nós temos outras formas de ajudar a socorrer a nossa população, orientou o prefeito.

Rodolfo Mota também agradeceu o trabalho dos servidores e equipes que permanecem mobilizados desde a noite do temporal. Segundo ele, muitos profissionais estão trabalhando em jornadas prolongadas desde segunda-feira para atender as demandas provocadas pelo vendaval. A Prefeitura segue com as ações de recuperação da cidade e de atendimento às famílias atingidas, enquanto avança também no levantamento dos prejuízos para subsidiar as medidas de apoio e recuperação.

Levantamento parcial aponta R$ 3,3 milhões em prejuízos no setor agropecuário após temporal com granizo e ventos de até 125 km/h em Apucarana

Levantamento parcial aponta que já chegam a R$ 3.319.034,60 os prejuízos causados ao setor agropecuário pelo temporal do dia 21 de setembro. O trabalho foi realizado pela Prefeitura de Apucarana em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e as Defesas Civis Municipal e Estadual. Os valores podem aumentar à medida que novas informações forem coletadas e novos danos forem identificados.

O secretário municipal de Agricultura, Wendel Metta, relata que o vendaval atingiu todo o território e provocou danos significativos em diferentes regiões produtoras. Segundo levantamento de campo, as regiões mais prejudicadas foram Belvedere, São Pedro Taquara, Vila Reis, Rio do Cerne e Correia de Freitas. “Esse levantamento mostra que os prejuízos no meio rural foram bastante amplos. O pessoal do leite, por exemplo, teve perda de produção em razão da falta de energia elétrica; produtores de flores tiveram plantas perdidas com os danos nas estufas; produtores de morango tiveram estruturas e mudas danificadas; e também registramos prejuízos em lavouras de café, hortaliças e verduras. Na hidroponia, a falta de energia e de água também trouxe impactos para a produção”, informa Metta.

Ele afirma que o principal objetivo do laudo é justamente dimensionar os prejuízos e encaminhar essas informações aos governos estadual e federal, dentro do processo de reconhecimento da situação de emergência. “É uma situação que impressiona quando a gente vê de perto. Tivemos estruturas de estufas completamente comprometidas, inclusive com casos em que a força do vento chegou a arrancar estruturas fixadas em concreto. São investimentos altos que foram destruídos em questão de minutos. Por isso, nosso trabalho agora é levantar esses danos, registrar tudo e encaminhar as informações para que os produtores possam ser incluídos nas medidas de apoio que eventualmente forem disponibilizadas”, explica o secretário. “A partir desse levantamento, poderão ser avaliadas as medidas e políticas públicas de apoio aos produtores atingidos”, reforça Metta.

Nas estradas rurais, ele relata que não foram registrados problemas. “Choveu bastante, mas o que causou os maiores danos no campo foi principalmente a combinação de vento muito forte e granizo. Tivemos árvores derrubadas e estruturas atingidas, mas nenhuma estrada foi comprometida pela enxurrada. O fenômeno teve uma característica diferente: o vento e as pedras provocaram grande parte dos prejuízos”, explica Wendel. O secretário ressalta que o levantamento continua sendo atualizado à medida que novos danos são informados pelos produtores ou identificados pela equipe técnica.

O levantamento aponta R$ 1.399.160,00 em prejuízos nas culturas agrícolas, R$ 1.571.793,00 em edificações agrícolas, R$ 41 mil na produção pecuária e R$ 307.081,60 em edificações pecuárias, totalizando R$ 3.319.034,60 em prejuízos.

Prejuízos no setor agropecuário

 

Área Prejuízo estimado
Culturas agrícolas R$ 1.399.160,00
Edificações agrícolas R$ 1.571.793,00
Produção pecuária R$ 41.000,00
Edificações pecuárias R$ 307.081,60
Total R$ 3.319.034,60

 

Prejuízos nas culturas

 

Cultura Produtores Prejuízo
Banana 6 R$ 641.160,00
Tomate 13 R$ 295.000,00
Olerícolas folhosas 28 R$ 252.000,00
Videira 1 R$ 100.000,00
Flores 6 R$ 90.000,00
Morango 2 R$ 21.000,00
Total 56 registros de produtores R$ 1.399.160,00

 

Principais estruturas atingidas

 

Estrutura Localidade Prejuízo
Estufas Diversas regiões rurais R$ 1.556.638,00
Barracão Belvedere R$ 15.155,00
Abatedouro de ovinos Jardim Curitiba R$ 142.081,60
Estrutura de piscicultura Juruba R$ 165.000,00
Total — R$ 1.878.874,60

 

Prejuízos na produção pecuária

 

Atividade Localidade Prejuízo
Produção de queijos Correia de Freitas R$ 20.000,00
Piscicultura Correia de Freitas R$ 11.000,00
Pecuária de leite São Domingos R$ 10.000,00
Total — R$ 41.000,00

Fonte: Laudo preliminar de danos na agricultura e pecuária, elaborado após o desastre ocorrido em 21/09/2026, pela Secretaria Municipal de Agricultura em parceria com outros órgãos

Primeiro levantamento aponta prejuízo de quase R$ 4 milhões nas residências de Apucarana atingidas pelo temporal

A Prefeitura de Apucarana já contabiliza R$ 3.725.097,72 em prejuízos nas residências atingidas pelo temporal da noite de segunda-feira (21/09). O valor é parcial, corresponde aos dois primeiros dias de atendimento às famílias e poderá aumentar com a inclusão dos novos registros e das vistorias que continuam sendo realizadas nos bairros pela secretaria municipal de Obras. Até o momento, foram cadastrados 1.961 imóveis atingidos, enquanto a Defesa Civil estima que cerca de 5 mil residências tenham sofrido algum tipo de dano na cidade.

O prefeito Rodolfo Mota afirma que a Prefeitura está trabalhando em duas frentes: o atendimento imediato às famílias e o levantamento dos danos para buscar apoio dos governos do Estado e Federal. “Primeiro, é garantir atendimento imediato às famílias e, ao mesmo tempo, produzir relatórios que mostrem o tamanho dos prejuízos para podermos pedir ajuda aos governos estadual e federal. Para isso, decretamos a situação de emergência, que já foi homologada pelo Governo do Paraná”, explicou. Após o atendimento inicial, concentrado no Pátio de Máquinas, novos pedidos passaram a ser registrados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

O prefeito destaca que os números registrados até agora representam apenas uma parte dos prejuízos nas moradias. “A projeção da Defesa Civil é de que cerca de 5 mil residências tenham registrado algum tipo de dano. Isso mostra que o valor dos prejuízos ainda vai crescer bastante à medida que novas avaliações forem concluídas e incorporadas ao relatório oficial”, afirmou.

Os atendimentos estão sendo registrados em um sistema de mapeamento que permite localizar os imóveis e as pessoas cadastradas. As regiões do Jardim Ponta Grossa e Jardim América concentram o maior número de registros, com 734 imóveis atingidos. Na região formada por Jardim Trabalhista, Monções e João Goulart, foram 389 registros. Já na região central foram cadastrados 48 imóveis. Segundo a Secretaria de Obras, esse número pode não representar todos os imóveis afetados, pois parte dos moradores conseguiu resolver os problemas por conta própria.

Os principais danos registrados até agora estão relacionados às coberturas das casas, com telhas perfuradas pelas pedras de gelo, quebradas ou arrancadas, além de muros parcialmente derrubados, grades danificadas e padrões de energia elétrica destruídos. “Esse conjunto de danos deixou muitas famílias expostas e também provocou perdas de móveis, eletrodomésticos e outros pertences, além de comprometer as condições de segurança e moradia”, explica o engenheiro civil Mateus Franciscon Fernandes, secretário municipal de Obras.

Além do atendimento às famílias, equipes da Prefeitura estão percorrendo os bairros para vistoriar as residências, fotografar os danos e reunir documentos que vão ajudar na elaboração dos pedidos de recursos. “Paralelamente, cerca de oito viaturas percorrem os bairros, verificando as condições das residências e prestando o apoio necessário às famílias”, afirma o secretário.

 

RELATÓRIO PARCIAL DE DANOS HABITACIONAIS POR REGIÃO

Região / Agrupamento de bairros Imóveis atingidos Valor estimado (R$)
Jardim Ponta Grossa 734 R$ 1.417.028,35
Jardim Trabalhista 389 R$ 750.986,41
Vila Nova 205 R$ 395.764,05
Vila Regina / Interlagos 178 R$ 343.639,03
Jardim Aviação 153 R$ 295.375,12
Vila Reis 97 R$ 187.263,97
Jardim Catuaí 82 R$ 156.222,31
Jardim Apucarana 56 R$ 108.111,16
Região Central 48 R$ 34.026,75
Região Rural 19 R$ 36.680,57
TOTAL 1.961 R$ 3.725.097,72

Fonte: Relatório Técnico de Avaliação de Danos em Unidades Habitacionais – Defesa Civil / Prefeitura Municipal de Apucarana. Levantamento referente aos dois primeiros dias de atendimento.

Primeiro levantamento aponta prejuízo de mais de R$ 2 milhões nos prédios públicos de Apucarana após o temporal

Um primeiro levantamento feito pela Prefeitura de Apucarana, divulgado nesta sexta-feira (25/09) aponta R$ 2.144.334,59 em prejuízos nos prédios públicos municipais atingidos pelo temporal com ventos de até 125 km/h na noite de segunda-feira (21/09). Os dados foram reunidos a partir das primeiras vistorias realizadas nas unidades afetadas, e incluem danos em escolas e CMEIs, parques, praças, ginásios, unidades de saúde e equipamentos da Assistência Social. A Educação concentra 80,3% dos danos, com R$ 1.721.850,00 em prejuízos. O valor inclui problemas em telhados, coberturas, muros, calhas, forros e outras estruturas, além da perda de equipamentos e materiais utilizados nas unidades.

“O que aconteceu em Apucarana foi uma tragédia histórica, uma verdadeira catástrofe. No primeiro momento, nossa prioridade absoluta foi socorrer as famílias que tiveram suas casas atingidas, com a distribuição de lonas, telhas e todo o apoio possível. Agora, três dias depois, estamos avançando no levantamento dos prejuízos nos prédios públicos e em toda a cidade. Esses dados serão fundamentais para sabermos o tamanho dos danos, pedirmos ajuda aos governos do Estado e Federal e também planejarmos os investimentos que o Município terá de fazer com recursos próprios para recuperar tudo o que foi destruído”, afirma o prefeito Rodolfo Mota.

“Este levantamento integra o trabalho de avaliação dos impactos provocados pelo evento climático e poderá ser atualizado à medida que novas vistorias e avaliações técnicas forem realizadas”, explica o engenheiro civil Mateus Franciscon Fernandes, secretário municipal de Obras. Do valor estimado até o momento, R$ 2.014.434,59 correspondem a danos nas estruturas e R$ 129.900,00 a materiais e equipamentos perdidos.

O CMEI Benedito Leugi, no Núcleo Habitacional João Paulo, apresenta o maior valor individual estimado, de R$ 641 mil. A cobertura foi destruída, com telhas e calhas arrancadas, além de perdas de notebooks e televisão. A unidade atende 169 alunos. “A Educação concentra os maiores prejuízos porque várias unidades foram atingidas diretamente pelo vendaval, principalmente com danos em coberturas e estruturas”, explica Mateus Fernandes.

Na Escola Municipal Professor Idalice Moreira Prates, no Parque Bela Vista, o destelhamento atingiu quatro salas e houve destruição de 105 carteiras e quadros, com valor estimado de R$ 226 mil. A unidade atende 289 alunos. Já o CMEI Professora Tatiane Andréia Agrela Felippe Chinelli, na Vila Salete, teve o telhado e os muros danificados pela queda de uma árvore. O custo estimado para recuperação é de R$ 217.500. A unidade atende 125 alunos.

Outra unidade com danos significativos é a Escola Municipal Senador Marcos de Barros Freire, no Jardim Ponta Grossa, onde o vendaval provocou danos no telhado, calhas, forro e estrutura de policarbonato. O valor estimado é de R$ 140 mil. A escola atende 396 alunos.

Entre os equipamentos públicos de uso comunitário e esportivo, o Complexo Esportivo José Antônio Basso (Lagoão), na região central, apresenta valor estimado de R$ 126.224,51, em razão de telhas e vidros quebrados e da queda do muro de divisa.

O Ginásio Augusto F. Chagas (Caveirão), em Pirapó, teve danos na estrutura e na cobertura, com custo estimado de R$ 85.541,18. Já o Ginásio Estação Cidadania, no Jardim América, sofreu a queda de parte dos muros e teve a drenagem comprometida, com valor estimado de R$ 82.110,26.

O setor de Uso Comunitário e Esportes soma R$ 308.650,45, equivalente a 14,4% do total. Na Saúde, os danos estimados chegam a R$ 78.133,59, enquanto a Assistência Social e outros equipamentos somam R$ 35.700,55.

Valores estimados por setor

Setor Danos nas estruturas Materiais perdidos Prejuízo Participação
Educação-Escolas e CMEIs R$ 1.599.950,00 R$ 121.900,00 R$ 1.721.850,00 80,3%
Uso Comunitário / Esportes R$ 308.650,45 R$ 0,00 R$ 308.650,45 14,4%
Saúde – UBSs R$ 78.133,59 R$ 0,00 R$ 78.133,59 3,6%
Assistência Social e outros R$ 27.700,55 R$ 8.000,00 R$ 35.700,55 1,7%
TOTAL R$ 2.014.434,59 R$ 129.900,00 R$ 2.144.334,59 100%

 

Prédios públicos com maiores danos:

Unidade Região Principais danos Valor estimado
CMEI Benedito Leugi Núcleo João Paulo Cobertura destruída, telhas e calhas arrancadas; perda de notebooks e TV R$ 641 mil
EM Prof. Idalice M. Prates Parque Bela Vista Destelhamento de quatro salas; perda de 105 carteiras e quadros R$ 226 mil
CMEI Prof.ª Tatiane Agrela Vila Salete Telhado e muros danificados por queda de árvore R$ 217,5 mil
EM Sen. Marcos de B. Freire Jardim Ponta Grossa Danos em telhado, calhas, forro e policarbonato R$ 140 mil
Complexo Esportivo Lagoão Centro Telhas e vidros quebrados; queda de muro R$ 126.224,51
Ginásio Augusto F. Chagas    Pirapó Danos na estrutura e cobertura R$ 85.541,18
Ginásio Estação Cidadania Jardim América Queda de muro e comprometimento da drenagem R$ 82.110,26

Fonte: Levantamento técnico preliminar da Secretaria Municipal de Obras / Defesa Civil de Apucarana

Levantamento inicial aponta mais de R$ 7,2 milhões em prejuízos no comércio e na indústria após temporal

Levantamento inicial indica que os prejuízos informados por indústrias, comércios e prestadores de serviços de Apucarana atingidos pelo temporal de 21 de setembro já ultrapassam R$ 7,2 milhões. Este é o primeiro levantamento realizado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços a pedido do prefeito Rodolfo Mota e continuará sendo atualizado conforme novas informações chegarem das empresas afetadas.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Neno Leiroz, afirma que a prioridade neste momento é ouvir os empresários, dimensionar os impactos e acompanhar as dificuldades enfrentadas pelos diferentes setores. “Nossa prioridade agora é ouvir, levantar as informações com responsabilidade e dar suporte nos encaminhamentos possíveis. Estamos visitando nossos empresários, acompanhando a situação e mantendo a Secretaria à disposição de quem foi atingido. Esse levantamento será importante para que o Município e os órgãos responsáveis tenham uma dimensão mais precisa dos impactos causados pelo temporal.”

A coleta de informações conta com o apoio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (ACIA), do Sindicato das Indústrias do Vale do Ivaí (SIVALE) e do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (SIVANA). Os dados levantados estão sendo encaminhados à Defesa Civil e contribuirão para a avaliação dos danos e para a análise de possíveis encaminhamentos, dentro das medidas cabíveis.

Para as entidades empresariais, além de dimensionar os prejuízos, é importante manter uma rede de apoio aos empresários e comerciantes atingidos. A presidente do SIVALE, Bete Ardigo, destaca a necessidade de proximidade neste momento. “Esse foi um momento muito difícil para muitas empresas e famílias que dependem diretamente dessas atividades. Agora, o mais importante é estarmos próximos dos empresários, oferecendo apoio e orientação e mostrando que eles não estão sozinhos nesse processo de recuperação.”

O presidente da ACIA, Elio Pinto, também ressalta que muitas empresas tiveram perdas significativas e precisam de apoio para retomar suas atividades. “Muitos empresários tiveram perdas importantes e foram surpreendidos por uma situação que ninguém esperava. A ACIA quer estar ao lado de cada empresa atingida, ouvindo, apoiando e ajudando no que estiver ao nosso alcance para que todos possam retomar suas atividades.”

A presidente do SIVANA, Aida Assunção, afirma que o comércio também foi fortemente afetado pelo temporal. “O comércio também sentiu fortemente os efeitos do temporal. Nosso compromisso é estar próximo dos comerciantes, ouvir suas dificuldades e contribuir para que esse momento seja superado com união, diálogo e apoio.”

Além da coleta de dados, a Secretaria está realizando visitas a empresários e estabelecimentos afetados, ouvindo as principais dificuldades e acompanhando de perto a situação de cada setor. Como o levantamento permanece em andamento, o valor dos prejuízos poderá ser atualizado conforme novas informações forem apresentadas pelas empresas atingidas.

 

 

Defesa Civil atualiza balanço e aponta mais de 5 mil residências atingidas pelo temporal em Apucarana

A Defesa Civil de Apucarana divulgou nesta quinta-feira (24/09) um novo balanço parcial dos danos provocados pela catástrofe natural que atingiu o município na noite de segunda-feira (21) com um temporal com ventos de até 125 Km/h. O levantamento aponta mais de 5 mil residências atingidas, mais de 600 árvores caídas e danos em 90% da rede elétrica do município no pico da ocorrência. Desde então, uma grande força-tarefa foi mobilizada para atender as famílias, restabelecer os serviços essenciais, liberar vias e iniciar a limpeza e recuperação dos espaços públicos.

De acordo com a Defesa Civil, até o momento já foram distribuídas 12 mil telhas destinadas às famílias que tiveram suas residências danificadas. “Também foram entregues mais de 80 mil metros quadrados de lonas, utilizadas para proteger temporariamente imóveis que tiveram suas coberturas danificadas”, relata o sargento Rodrigo Gearola Leme, coordenador da Defesa Civil de Apucarana.

De acordo com ele, a operação envolve ainda uma grande mobilização de pessoal. “São mais de 350 servidores públicos municipais trabalhando em regime de mutirão, juntamente com mais de 100 voluntários que se incorporaram às ações de resposta à emergência. Neste momento, as equipes estão concentradas principalmente em serviços de corte e retirada de árvores, remoção de materiais, limpeza de ruas e liberação de vias, além do atendimento às ocorrências já registradas pela Defesa Civil”, diz o coordenador.

Com relação ao sistema energético, o relatório aponta que no momento mais crítico do temporal, 61,1 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica em Apucarana. “Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), até o meio da tarde desta quinta-feira (24/09) o fornecimento já foi restabelecido para 96% dos consumidores, pouco mais de 60 horas após o evento climático. Atualmente, cerca de 3 mil unidades consumidoras permanecem desligadas, e as equipes da estatal continuam trabalhando até a normalização completa do serviço”, esclarece sargento Leme.

No sistema de saneamento básico, 90% do serviço de abastecimento de água potável já foi restabelecido pela Sanepar. “Contudo, reforçamos que a população ainda precisa colaborar com a recuperação do sistema por meio do uso consciente da água. A orientação é para que os moradores economizem água até a completa normalização do sistema, evitando desperdícios e utilizando o recurso apenas para as necessidades essenciais”, solicita Leme. Ele cita que como medida emergencial, desde o início do evento a Sanepar disponibilizou mais de 50 mil litros de água por meio de caminhões-pipa, além de 25 mil copos de água.

Mesmo com o avanço na recuperação dos serviços essenciais, a força-tarefa permanece mobilizada para atender as ocorrências e reduzir os impactos deixados pelo temporal. “Este levantamento ainda é parcial e segue sendo atualizado à medida que novas ocorrências são identificadas e as equipes avançam na vistoria das áreas atingidas”, reforça sargento Leme.

Números preliminares atualizados pela Defesa Civil da força-tarefa

 

Indicador Balanço parcial
Residências atingidas + de 5.000
Árvores caídas + de 600
Postes quebrados 149
Energia afetada no pico 90% do município
Energia restabelecida 96%
Unidades consumidoras desligadas no pico 61,1 mil
Unidades consumidoras ainda desligadas 3 mil
Saneamento restabelecido 90%
Telhas distribuídas/em distribuição 12 mil
Lonas distribuídas/em distribuição + de 80 mil m²
Servidores municipais mobilizados + de 350
Voluntários + de 100
Água distribuída pela Sanepar + de 50 mil litros
Copos de água disponibilizados 25 mil

 

Copel e Prefeitura percorrem áreas rurais para religação de energia em Apucarana

A Copel e a Prefeitura de Apucarana intensificaram, nesta quinta-feira (24), o trabalho conjunto para restabelecer a energia elétrica aos clientes afetados pelo temporal que atingiu o município e a região do Vale do Ivaí, Norte. Até o início da tarde desta quinta, mais de 96% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento de energia restabelecido. Em Apucarana, Califórnia, Marilândia do Sul e municípios do entorno, 113 equipes atuam na recomposição da rede elétrica. Até o momento, a Copel identificou 257 postes quebrados, dos quais 180 já foram substituídos.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (24), pela manhã, no distrito Vila Reis, representantes da Copel e da Administração Municipal alinharam novas ações visando ampliar a eficiência dos trabalhos em campo, especialmente nas áreas rurais e nos locais de difícil acesso, onde o grande volume de árvores e galhos caídos, e postes quebrados, ainda exige um esforço adicional das equipes.

A parceria entre a companhia e o município tem sido fundamental para a recomposição do sistema elétrico. Com o apoio de máquinas, equipes e serviços de desobstrução de vias, a Prefeitura auxilia na abertura de acessos e na remoção de obstáculos, permitindo que os eletricistas avancem com mais rapidez nos serviços de reconstrução da rede. ” Agradecemos a Copel, que enviou equipes de vários pontos do Paraná para socorrer Apucarana. Muito obrigado ao governador Ratinho Junior, ao vice-governador Darci Piana, que esteve na cidade, e ao presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, além de toda a equipe e colaboradores da companhia. Em menos de 50 horas do evento, mais de 90% do município já está energizado”, destacou o prefeito Rodolfo Mota.

Segundo o gerente-executivo do Departamento de Operações de Campo Norte da Copel, Douglas Bausewein, a mobilização permanece “com equipes de eletricistas, obras e manutenção atuando em várias frentes. O trabalho só termina quando todos os clientes estiverem religados. Com apoio do Governo do Estado, da Prefeitura, da Defesa Civil, do Exército, dos produtores rurais e da comunidade, as ações estão evoluindo e permitindo avançar com segurança na reconstrução da rede elétrica”, afirmou.

Participaram da reunião, pelo Município, o prefeito Rodolfo Mota, o vice-prefeito Marcos da Vila Reis e o secretário-chefe de Gabinete e Relações Institucionais, Maykon Willian Silva Tavares. Pela Copel estiveram presentes o superintendente de Construção e Manutenção de Redes, Paulo Valadão; o gerente-executivo do Departamento de Operações de Campo Norte, Douglas Bausewein; o gerente-executivo de Obras e Manutenção para o Norte e Noroeste do Paraná, Hugo Cezar Lozano Lima de Araújo; o gerente de Desempenho de Serviços de Operação de Campo, Fabrício Augusto de Souza; o gerente da Base de Serviços da Copel em Apucarana, Ayres Augusto Gonçalves Júnior; e o agente de Relacionamento com o Poder Público, Walter Princ.

Ações integradas – Logo após o encontro, eles percorreram, novamente, áreas rurais atingidas. Na Vila Reis, a queda de uma árvore de grande porte destruiu um muro, danificou o padrão elétrico de uma unidade de ensino e comprometeu a rede de distribuição de energia. A tempestade, acompanhada de ventos fortes, granizo e descargas atmosféricas, provocou danos severos à infraestrutura elétrica, derrubou árvores, quebrou postes e causou o rompimento de cabos em diversos pontos da cidade e região.

A complexidade da operação vai muito além da simples religação de circuitos. Em muitos trechos, as equipes precisam remover obstáculos que impedem o acesso às estruturas elétricas para reconstruir partes inteiras da rede, substituir postes e equipamentos danificados.

Mesmo diante desse cenário desafiador, o trabalho tem mantido um ritmo acelerado de atendimento, permitindo que milhares de famílias tenham o fornecimento de energia restabelecido. A mobilização reúne profissionais de diversas áreas da companhia e conta com o apoio de órgãos públicos, instituições parceiras e da comunidade local.