O café que é cultivado na região de Apucarana agora tem selo de origem, importante reconhecimento nacional que atesta a autenticidade, o sabor único e a qualidade dos grãos produzidos, tendo como requerente a Associação dos Cafeicultores de Apucarana (ACAP). O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu ao Café Serra de Apucarana o registro de Indicação Geográfica (IG), reconhecendo oficialmente a qualidade superior do produto e as características únicas, colocando o município no mapa dos cafés especiais do Brasil.
O prefeito Rodolfo Mota celebrou a conquista, lembrando a ligação histórica da cidade com a cafeicultura. “A história de Apucarana está intrinsecamente ligada à produção de café. O selo é uma conquista que beneficia todos, garantindo um padrão de qualidade para o consumidor, gerando mais renda aos cafeicultores e um valor agregado”, pontuou.
Segundo o prefeito, o reconhecimento chega em um momento simbólico para o setor. “Logo após a região alcançar o primeiro lugar na categoria Café Natural do 23º Concurso Café Qualidade Paraná 2025, essa nova conquista representa a abertura de novos mercados, dentro e fora do país, valorizando o trabalho e a resiliência dos nossos produtores”, completou.
O secretário municipal de Agricultura, Wendel Metta, ressaltou a importância econômica da cafeicultura e da certificação. “O café segue como uma atividade estratégica para Apucarana. A Indicação Geográfica fortalece ainda mais os produtores, que já entregam um produto premiado, reconhecido e com alto padrão de qualidade”, destacou.
Tiago Cunha, consultor do Sebrae e responsável pelo escritório de Apucarana, explicou que o processo foi um trabalho coletivo. “Foi um trabalho desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Prefeitura, o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR) e a Associação dos Cafeicultores de Apucarana. Criamos uma governança e elaboramos todo o caderno de especificações técnicas necessárias para o pedido”, detalhou.
De acordo com Tiago Cunha, o Brasil possui atualmente 152 Indicações Geográficas reconhecidas, sendo 31 Denominações de Origem (DO) e 120 Indicações de Procedência (IP). “Agora Apucarana faz parte desse seleto grupo, com o Café reconhecido como Denominação de Origem — um reconhecimento que agrega valor e projeta o café de Apucarana nacional e internacionalmente”, avaliou.
O consultor esclareceu como os produtores poderão usar o selo. “A IG pode ser utilizada por todos os produtores da região, desde que atendam a todas as exigências do caderno de especificações. O comitê gestor fará a avaliação. O selo é para o café já processado, torrado e moído. O produtor segue as orientações de manejo, preparo do café e, após avaliação do comitê, pode receber o selo”, explicou.
O reconhecimento levou em conta um conjunto de fatores naturais e de manejo que tornam o café da região único. Entre eles estão o clima, a altitude e as características do solo, que influenciam diretamente na qualidade do grão e no perfil da bebida.
A concessão da Indicação Geográfica do Café Serra de Apucarana foi publicada na Revista da Propriedade Intelectual, editada pelo INPI. Além de Apucarana, o reconhecimento abrange também propriedades localizadas em Cambira e Arapongas, ampliando o alcance territorial da certificação e fortalecendo uma identidade regional.




