{"id":797,"date":"2013-05-22T15:40:59","date_gmt":"2013-05-22T15:40:59","guid":{"rendered":"http:\/\/172.16.0.7\/site-antigo\/?p=797"},"modified":"2024-10-08T09:06:22","modified_gmt":"2024-10-08T12:06:22","slug":"apucarana-fomenta-criacao-de-abelhas-sem-ferrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/apucarana-fomenta-criacao-de-abelhas-sem-ferrao\/","title":{"rendered":"Apucarana fomenta cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A meliponicultura, cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o, come\u00e7a a avan\u00e7ar em Apucarana. Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de um curso e da forma\u00e7\u00e3o de um grupo de amigos, agora a atividade ganhou o apoio do poder p\u00fablico municipal. O 1\u00ba Encontro de Fomento da Meliponicultura ocorreu nesta quarta-feira (22\/05), no Sal\u00e3o Nobre da Prefeitura, e reuniu mais de 100 agricultores. Na oportunidade, foram entregues certificados do curso de capacita\u00e7\u00e3o realizado em mar\u00e7o e definidos os pr\u00f3ximos passos para alavancar a atividade no Munic\u00edpio. A cria\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies sem ferr\u00e3o n\u00e3o gera riscos aos produtores e pode envolver todos os membros da fam\u00edlia.   <\/p>\n<p>Os principais objetivos da iniciativa s\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o das abelhas nativas, educa\u00e7\u00e3o ambiental e gera\u00e7\u00e3o de renda a pequenos produtores. &ldquo;Estamos buscando criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para os pequenos produtores poderem diversificar suas propriedades. Essa \u00e9 uma atividade nova e que vamos incentivar, aproveitando os recursos naturais existentes no munic\u00edpio e criando mais uma op\u00e7\u00e3o de renda&rdquo;, ressalta Jo\u00e3o Carmo da Fonseca, secret\u00e1rio municipal de Agricultura. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de produtores, o encontro contou a presen\u00e7a de t\u00e9cnicos e representantes do Senar, Seab, Sindicato Patronal Rural e Emater. Os participantes assistiram a uma palestra ministrada por Clailton Roberto Compadre, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Meliponicultores do Norte do Paran\u00e1 (AME-PR), cuja sede fica em Maring\u00e1. &ldquo;No Brasil, h\u00e1 registros hist\u00f3ricos de que a primeira exporta\u00e7\u00e3o foi de mel. Apesar de ser uma atividade antiga, a cria\u00e7\u00e3o de abelhas nativas ainda \u00e9 nova, um campo que est\u00e1 se abrindo e que exige conhecimento, conscientiza\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p><p>Uma das informa\u00e7\u00f5es que precisa ser assimilada, segundo o presidente da AME-PR, \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade e rentabilidade. As esp\u00e9cies com ferr\u00e3o s\u00e3o do g\u00eanero apis (africana e europa) e possuem colmeias com 60 mil a 100 mil abelhas, enquanto as nativas, como a jata\u00ed, tem no m\u00e1ximo 10 mil abelhas. &ldquo;Ou seja, numa \u00e1rea que comportaria uma colmeia de abelha com ferr\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel colocar at\u00e9 10 colmeias de jata\u00ed. Uma colmeia do g\u00eanero apis produz em torno de 25 quilos de mel por ano, enquanto neste mesmo espa\u00e7o as 10 colmeias de jata\u00ed produzem, juntas, cerca de 15 quilos de mel&rdquo;, compara, lembrando que a principal diferen\u00e7a est\u00e1 na rentabilidade financeira. &ldquo;Os 25 quilos do mel produzido por ano pela colmeia do g\u00eanero apis rendem cerca de R$ 300 ao produtor, enquanto os cerca de 15 quilos de mel da jata\u00ed rendem R$ 2.000&rdquo;, salienta.<\/p>\n<p>  Com 6 mil toneladas por ano, o Paran\u00e1 \u00e9 o segundo estado brasileiro em produ\u00e7\u00e3o de mel. Al\u00e9m de poder se transformar numa importante fonte de renda, a atividade traz grandes ganhos ao meio ambiente e \u00e0 cadeia produtiva. De acordo com Paulo Franzini, chefe do N\u00facleo Regional da Agricultura e Abastecimento (Seab), 80% da produ\u00e7\u00e3o de alimentos depende da poliniza\u00e7\u00e3o feita pelas abelhas. &ldquo;Caso contr\u00e1rio a produtividade cairia drasticamente. H\u00e1 estudos que apontam que a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 sofreria uma redu\u00e7\u00e3o de 60% se n\u00e3o houvesse a poliniza\u00e7\u00e3o&rdquo;, exemplifica.<\/p>\n<p><b>COME&Ccedil;O &ndash; <\/b>O cultivo de esp\u00e9cies nativas, como a jata\u00ed, mandaguari, manda\u00e7aia e mirim, ainda \u00e9 incipiente em Apucarana. &ldquo;Em mar\u00e7o, realizamos o primeiro curso de cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o, que reuniu cerca de 15 pessoas. Depois, criamos o Amelipo, que \u00e9 o grupo de amigos dos meliponicultores&rdquo;, afirma o farmac\u00eautico Maur\u00edcio Greg\u00f3rio da Silva, um dos integrantes do grupo. <\/p>\n<p>Na maioria das vezes, o cultivo ainda fica restrito a um hobby e n\u00e3o tem vi\u00e9s econ&ocirc;mico. &Egrave; o caso do agricultor Jo\u00e3o Carneiro Lopes, que possui algumas comeias em sua propriedade, localizada no Distrito do Barreiro. &ldquo;S\u00e3o esp\u00e9cies d\u00f3ceis, que n\u00e3o oferecem riscos. L\u00e1 em casa todos mexem nas colmeias: eu, minha esposa e meus tr\u00eas filhos&rdquo;, conta. De acordo com Lopes, a menor produ\u00e7\u00e3o \u00e9 compensada com a quantidade de propriedades do mel oriundo das esp\u00e9cies nativas. &ldquo;Tem mais vitaminas e amino\u00e1cidos&rdquo;, avalia. <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os principais objetivos da iniciativa s&atilde;o a preserva&ccedil;&atilde;o das abelhas nativas, educa&ccedil;&atilde;o ambiental e gera&ccedil;&atilde;o de renda a pequenos produtores<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=797"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":106081,"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/797\/revisions\/106081"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}