O Parque Ecológico da Raposa recebe nesta próxima terça-feira (20/10), a partir das 9 horas, o 1º Festival de Pipas. A iniciativa, desenvolvida pelas residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental que atuam no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD), faz parte da programação alusiva ao Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, e é voltada aos usuários do serviço com o objetivo de ampliar as possibilidades de convivência, participação e lazer para além do espaço de atendimento.

Como atividade preparativa, nesta segunda-feira, na sede do CAPS AD está prevista uma oficina de produção de pipas. Na terça-feira (20/10), às 8h30, também do centro de atenção, os participantes saem rumo ao parque visando o início do pequenique e do festival de pipas. “Iniciativas como essa são importantes porque mostram que o cuidado com a saúde mental também passa pela convivência, pelo lazer e pela oportunidade de compartilhar experiências fora do ambiente de atendimento. Parabenizo as residentes e toda a equipe envolvida pela iniciativa, que promove integração e bem-estar aos usuários do CAPS AD. Nosso compromisso é ampliar as possibilidades de cuidado, valorizando cada pessoa e criando oportunidades para que todos participem de atividades que contribuam para sua qualidade de vida”, destacou o prefeito Rodolfo Mota.

Segundo a assistente social residente Júlia Maria Deusdará Santos, a proposta das pipas surgiu a partir de uma sugestão apresentada pelos próprios usuários durante uma assembleia realizada no CAPS AD. “Queríamos construir uma atividade que possibilitasse convivência, criatividade, participação e, junto com isso, um momento de lazer, de estar junto e de ocupar outros espaços na cidade”, explica.

De acordo com ela, a escolha das pipas também trouxe uma descoberta durante a primeira oficina, realizada no dia 5 de outubro. “A pipa entrou nessa proposta por ser uma atividade simples, acessível e que pode trazer muitas memórias, despertar a criatividade, proporcionar momentos de diversão e interação. Durante a produção, descobrimos que alguns dos nossos usuários já haviam trabalhado fazendo pipas. Foi muito importante fazer esse resgate”, relata a residente em assistência social.

Júlia afirma que a proposta também busca fortalecer a autonomia e a participação dos usuários na construção das ações desenvolvidas pelo serviço. “É um trabalho de cuidado e liberdade, para fortalecer vínculos, autonomia e participação, mostrando que a vida e as possibilidades de cuidado não se resumem ao espaço do serviço, aos muros do CAPS AD. Também queremos proporcionar um momento mais leve, de descontração, convivência e celebração da saúde mental”, afirma.

Além de Júlia Maria Deusdará Santos, a iniciativa é desenvolvida pelas residentes Conceição Vieira, enfermeira; Domingas Odeth Lázaro Chiñolo, psicóloga; e Emily Maria Costa, assistente social.

* Imagem feita com inteligência artificial (meramente ilustrativa)

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