A Prefeitura de Apucarana, em parceria com o Sebrae Paraná e empresários do setor, deu início nesta quarta-feira (24/06) aos trabalhos para conquistar a Indicação Geográfica (IG) do Boné de Apucarana. A primeira reunião do projeto marcou o começo de uma estratégia que busca reconhecer oficialmente a origem, a tradição e a qualidade dos bonés produzidos no município, agregando valor ao principal símbolo da economia local e fortalecendo a cidade como Capital Nacional do Boné.
Para viabilizar a iniciativa, a Prefeitura de Apucarana contratou o Sebrae para conduzir todo o processo técnico, com investimento de R$ 55 mil. A ação busca garantir o reconhecimento da origem, da tradição e da qualidade dos bonés produzidos no município, criando um diferencial competitivo para as indústrias locais e ampliando oportunidades de mercado no Brasil e no exterior. O prefeito Rodolfo Mota destacou que a Indicação Geográfica representa um investimento no futuro da cidade. “Estamos valorizando um patrimônio construído por gerações de empreendedores e trabalhadores. A IG vai fortalecer nossa indústria, gerar mais oportunidades e consolidar Apucarana como referência nacional e internacional na produção de bonés”, afirmou.
O secretário municipal da Indústria, Comércio e Serviços, Emerson Toledo, ressaltou que o projeto é resultado da união entre o poder público e a iniciativa privada. “Esse é um passo histórico para Apucarana. A Indicação Geográfica vai agregar valor ao nosso principal produto, fortalecer a marca da cidade e ampliar a competitividade das nossas empresas. É um investimento que gera desenvolvimento, renda e novas oportunidades”, destacou.
O superintendente de Desenvolvimento Econômico, Neno Leiroz, enfatizou que a participação dos empresários será decisiva para o sucesso da iniciativa. “A IG é construída de forma coletiva. O envolvimento das empresas beneficiará toda a cadeia produtiva e reforçará a identidade de Apucarana como Capital Nacional do Boné”, afirmou.
O consultor do Sebrae em Apucarana, Tiago Cunha, explicou que esta foi a primeira reunião oficial do projeto com os empresários. Segundo ele, o encontro apresentou o conceito de Indicação Geográfica, o histórico desse reconhecimento no Paraná e no Brasil e detalhou as etapas que serão desenvolvidas ao longo do ano. A expectativa é que o pedido de registro seja protocolado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) até o final de novembro.
A consultora credenciada do Sebrae Paraná, Andréia Claudino, responsável pela condução técnica do processo, destacou que Apucarana reúne todos os requisitos para buscar a Indicação Geográfica do Boné. De acordo com ela, a tradição da indústria local, a ampla documentação histórica e o reconhecimento nacional conquistado pelo setor formam uma base sólida para a obtenção do registro.
Conquista permanente fortalece a economia local
A coordenadora estadual de Indicações Geográficas do Sebrae Paraná, Maria Isabel Guimarães, explicou que o registro possui caráter permanente e protege a reputação construída por Apucarana, impedindo que outras regiões utilizem indevidamente a fama e a qualidade associadas aos bonés produzidos no município. Além disso, o reconhecimento tende a impulsionar o turismo de negócios e de experiência, atraindo visitantes interessados em conhecer a cadeia produtiva local e gerando reflexos positivos para o comércio, a hotelaria e diversos segmentos da economia.
A reunião desta quarta-feira teve ainda um significado simbólico. Enquanto empresários do setor de bonés iniciavam os trabalhos da futura IG, outra sala do Sebrae sediava o encontro da governança da Indicação Geográfica do Café Serra de Apucarana, coordenado pelo secretário municipal de Agricultura, Wendel Metta. O café produzido na serra já possui registro concedido pelo INPI e começa a chancelar seus primeiros produtores.
Com isso, Apucarana avança para se consolidar como um território com duas Indicações Geográficas ativas, reunindo a tradição cafeeira da serra e a força da indústria do boné. “Isso torna a região ainda mais conhecida. As pessoas vêm para conhecer os cafés, podem visitar a indústria dos bonés e toda a economia local se beneficia desse ciclo virtuoso”, projetou Maria Isabel, acrescentando que a valorização dos produtos também permite que consumidores locais tenham acesso a itens de qualidade superior, fortalecendo um ambiente de reconhecimento, consumo consciente e desenvolvimento regional.


