Apucarana não registrou nenhum caso confirmado de dengue neste início de 2026, resultado da política permanente de enfrentamento à doença estruturada em 2025 com a Operação Guerra contra a Dengue, que mantém mobilização contínua das equipes e ações preventivas em toda a cidade.
De acordo com dados da Autarquia Municipal de Saúde (AMS), entre 1º de janeiro e 10 de fevereiro deste ano o município registrou 165 notificações e nenhum caso confirmado de dengue. No mesmo período do ano passado, havia 517 notificações e 16 casos confirmados.
Para o prefeito Rodolfo Mota, os números atuais refletem o acerto em estruturar uma política permanente de enfrentamento após a epidemia registrada em 2024. Ele relembra que a mobilização — lançada em fevereiro de 2025 na Praça Rui Barbosa — foi um marco para unir poder público e sociedade. “Em 2024, Apucarana viveu uma epidemia da doença com o registro de 18.619 casos e, infelizmente, 27 óbitos. A partir dessa realidade, estruturamos uma política permanente de combate. Graças ao trabalho incansável das nossas equipes e à conscientização da população, conseguimos mudar esse quadro”, salientou.
Mota reforça que a responsabilidade é conjunta entre poder público e sociedade e alerta que o momento exige atenção constante. “A vigilância sobre quintais e terrenos deve ser permanente. Não podemos baixar a guarda, mesmo diante do cenário atual, que é positivo”, reiterou.
O secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, lembra que a Operação Guerra contra a Dengue, lançada em fevereiro de 2025, passou a integrar a rotina da saúde municipal e mantém atuação contínua das equipes de prevenção e combate ao mosquito. “A estratégia é levar informação à população sobre a gravidade da doença e a importância do envolvimento de toda a sociedade no combate ao mosquito. Além da distribuição de materiais educativos e da atuação das nossas equipes, a campanha conta com um canal de denúncias, onde a comunidade pode informar locais onde potencialmente existam criadouros”, frisou.
Luciano Simplício, coordenador do Departamento de Vigilância em Saúde da AMS, afirma que a eficácia no controle se deve a um conjunto de ações, como limpeza de quintais, visitas domiciliares dos Agentes de Combate a Endemias (ACE), instalação e monitoramento de “ovitrampas” e aplicação de larvicida para combater o Aedes aegypti.
Ele observa que, embora os números indiquem situação controlada, o ciclo da doença exige monitoramento constante nas próximas semanas. “Há risco relacionado às pessoas que viajaram para outras localidades durante o período de férias e também no carnaval. Os sintomas podem se manifestar em até 15 dias após a picada de um mosquito infectado. Por isso, estamos em alerta máximo, acompanhando de perto todas as notificações”, completou.




