O prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, e o chefe de gabinete, Maykon Willian, participaram nesta quinta-feira (22/01) de audiência pública realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que apresentou ao mercado o projeto de licitação do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP). A iniciativa é considerada estratégica para garantir segurança hídrica a Apucarana e a municípios do Norte do Paraná, acompanhando o crescimento populacional e o desenvolvimento econômico da região.
O projeto apresentado pela Sanepar prevê, na primeira fase, a implantação de 89 quilômetros de adutoras, além de novas captações e estruturas de reforço no abastecimento de Apucarana, Rolândia e Arapongas. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 650 milhões, com impacto direto na ampliação da capacidade e na confiabilidade do sistema regional.
Para o prefeito, a participação na audiência reafirma o compromisso com o desenvolvimento de Apucarana e de toda a região. Rodolfo Mota destacou a importância de o Paraná contar com a maior empresa pública de saneamento do Brasil e ressaltou o conhecimento técnico e a força institucional da Sanepar. “Apucarana vive um momento de crescimento e enfrenta desafios, com episódios pontuais de desabastecimento. O SAINP surge como a resposta concreta para garantir segurança hídrica, resolver problemas atuais e preparar a cidade para os próximos 20 ou 30 anos”, afirmou.
Segundo Rodolfo Mota, a união de forças potencializa investimentos e reduz custos. “O sistema integrado é uma porta para o futuro. Ele remove uma barreira histórica ao pleno desenvolvimento, nos dá tranquilidade para atrair novos investimentos, ampliar nossos parques industriais e melhorar a qualidade de vida da população”, completou. O prefeito também sublinhou a necessidade do trabalho integrado entre os municípios. “A água não pertence a um único município, é um bem de toda a sociedade. Por isso, precisamos de obras que ampliem a capacidade de abastecimento em um modelo integrado, compatível com o crescimento das cidades”, declarou.
A grande inovação apresentada durante a audiência é o modelo de contratação. O SAINP funcionará por meio de locação de ativos, no qual a empresa vencedora será responsável pela elaboração do projeto executivo, construção da infraestrutura e disponibilização dos ativos para operação da Sanepar por um prazo contratual de 20 anos.
Durante a audiência, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destacou que a Companhia completa 63 anos nesta sexta-feira, 23 de janeiro, e que sempre teve como missão levar saúde aos paranaenses. “O SAINP é muito mais que um projeto de engenharia. É um passo decisivo para atender o crescimento do Norte do Paraná e faz parte do nosso planejamento de longo prazo para manter a excelência no abastecimento”, afirmou.
A diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte de Oliveira, explicou que a escolha pelo modelo de locação de ativos foi baseada em estudos técnicos de longo prazo. “Estamos prevendo 89 quilômetros de novas tubulações, além de captações, estações de tratamento e ampliação de reservatórios. Esse modelo nos dará mais agilidade na implantação das obras”, destacou.
Estrutura do sistema – O projeto prevê duas frentes de captação, com produção conjunta de 1.200 litros por segundo. A captação no Ribeirão Apertados terá capacidade de 400 litros por segundo, enquanto a nova captação no Rio Taquaras fornecerá 800 litros por segundo. Também está prevista a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) e de uma Unidade de Tratamento de Resíduos, além da ampliação do reservatório Papa Piri, em Arapongas, com acréscimo de 4 mil metros cúbicos.
O projeto completo do SAINP, considerando etapas futuras, tem potencial para produzir até 5,5 mil litros de água por segundo e atender cerca de 1,4 milhão de pessoas, incluindo também os municípios de Londrina e Cambé.


