{"id":3884,"date":"2016-05-09T09:02:00","date_gmt":"2016-05-09T09:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/172.16.0.7\/site-antigo\/?p=3884"},"modified":"2024-10-08T09:12:45","modified_gmt":"2024-10-08T12:12:45","slug":"apucarana-apresenta-taxa-de-11-30-em-36-meses","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/apucarana-apresenta-taxa-de-11-30-em-36-meses\/","title":{"rendered":"Apucarana apresenta taxa de 11,30 em 36 meses"},"content":{"rendered":"<p><p><i>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, 5.308 crian\u00e7as nasceram em Apucarana e 60 morreram, apresentando uma taxa de mortalidade infantil de 11,30 para cada mil nascidos vivos. No mesmo per\u00edodo, foi registrada apenas uma morte materna, cuja causa n\u00e3o foi divulgada. Os n\u00fameros constam do banco de dados da Secretaria de Estado da Sa\u00fade e foram divulgados hoje (06\/05) pela Autarquia Municipal de Sa\u00fade e est\u00e3o abaixo das taxas nacionais, de acordo com o Instituto Nacional de Geografia e Estat\u00edstica(IBGE).<\/i><i> <\/p>\n<p>Ao analisar os n\u00fameros apresentados, o prefeito Beto Preto disse que &ldquo;este \u00e9 o resultado da aten\u00e7\u00e3o que o Munic\u00edpio de Apucarana dispensa \u00e0s gr\u00e1vidas, assistidas por profissionais capacitados desde o pr\u00e9-natal at\u00e9 o parto, complementada pelo acompanhamento do rec\u00e9m-nascido no Centro Infantil&rdquo;. Ele acrescenta que dependendo da necessidade da crian\u00e7a, a prefeitura oferece complemento alimentar, conforme determina\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. &ldquo;Temos um compromisso com a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e no caso dos rec\u00e9m-nascidos h\u00e1 uma aten\u00e7\u00e3o toda especial, para conforto e seguran\u00e7a dos pais e dos familiares&rdquo;, afirma o prefeito.<\/i>  <\/p>\n<p><i>O m\u00e9dico obstetra S\u00e9rgio Luiz Rigon, coordenador da Escola da Gestante, explica que o aprimoramento de exames complementares, bem como a descentraliza\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-natal de baixo risco em seis unidades de sa\u00fade, contribu\u00edram para este resultado. Ele ressalta tamb\u00e9m que h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o das gestantes no acompanhamento pr\u00e9-natal. &ldquo;Aliado a isto temos o acompanhamento multiprofissional, com aten\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es alimentares, psicol\u00f3gicas, fisioter\u00e1picas, oferecendo mais seguran\u00e7a \u00e0 gestante&rdquo;, afirma o m\u00e9dico.<\/i><\/p>\n<p><i>A enfermeira Maria Aparecida Moreira Neves, que junto com Rigon coordena a Escola da Gestante, observa que h\u00e1 o pessoal lotado nas unidades de sa\u00fade recebe treinamento constante para prestar um atendimento seguro \u00e0s futuras mam\u00e3es. Ela lembra que todo este trabalho contribui para gesta\u00e7\u00f5es sem riscos, inclusive, em alguns casos, o m\u00e9dico que realiza o pr\u00e9-natal \u00e9 quem faz o parto.<\/i><\/p>\n<p><i>J\u00e1 o diretor presidente da AMS, Roberto Kaneta, concorda que o trabalho desenvolvido na Escola da Gestante, com a gravidez de alto risco, e de baixo risco nas UBS Residencial Sumatra, Jardim das Flores, Jardim Colonial, Jardim Am\u00e9rica, Dom Romeu Alberti, Jardim Ponta Grossa e Parigot de Souza, tem como reflexo o baixo \u00edndice de mortalidade infantil. &ldquo;Um cuidado especial na gesta\u00e7\u00e3o contribui para o nascimento de beb\u00eas saud\u00e1veis&rdquo;, completa Kaneta. <\/i><\/p>\n<p><i>Com respeito aos n\u00fameros, Kaneta faz um comparativo com os \u00edndices nacionais de mortalidade infantil no mesmo per\u00edodo. O dirigente destaca que em 2013, a taxa foi de 9,95 em Apucarana; e 15,02 no Brasil. Em 2014, taxa de 11,10 em Apucarana e 14,40 no nacional. Em 2015, enquanto a taxa nacional chegou a 13,82, em Apucarana foi registrada 12,80. &ldquo;Este \u00e9 o resultado de um trabalho respons\u00e1vel de toda uma equipe de profissionais dedicados, que cumpre as diretrizes estabelecidas pelo prefeito Beto Preto, cuja aten\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada aos interesses do cidad\u00e3o&rdquo;, completa Kaneta.<\/i><\/p>\n<p>  <i>De acordo com o diretor presidente, h\u00e1 casos onde \u00e9 necess\u00e1rio a suplementa\u00e7\u00e3o alimentar, pois a crian\u00e7a nasce abaixo do peso. Nesta situa\u00e7\u00e3o, explica ele, &ldquo;muitos produtos necessitam de uma formula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, sendo necess\u00e1rio adquirir de fornecedores previamente cadastrados pela Autarquia&rdquo;.<\/i><\/p>\n<p><i>PROBLEMA SOCIAL<\/i><\/p>\n<p><i>  <\/p>\n<p>A gravidez inesperada e na adolesc\u00eancia \u00e9 atualmente um dos mais significantes problemas sociais em todo o mundo e uma das causas da mortalidade infantil. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do m\u00e9dico pediatra Luiz Carlos Busnardo, que presta atendimento no Centro Infantil &ldquo;Sonho de Crian\u00e7a&rdquo;, da Autarquia Municipal de Sa\u00fade, ao analisar o \u00edndice de mortalidade registrado em Apucarana. Para ele, a imaturidade da gestante adolescente e o consequente aumento da morbidade (risco para complica\u00e7\u00f5es de agravo \u00e0 sa\u00fade) gera um pr\u00e9-natal de risco e como consequ\u00eancia o \u00f3bito neonatal.<\/p>\n<p>Busnardo, que atende tamb\u00e9m no Hospital da Provid\u00eancia Materno Infantil, deixa bastante claro que &ldquo;a sinistralidade \u00e9 um fen&ocirc;meno recorrente no per\u00edodo f\u00e9rtil da mulher despreparada para a gesta\u00e7\u00e3o, resultando na gravidez inesperada, principalmente na adolesc\u00eancia e entre usu\u00e1rias de drogas &ndash; l\u00edcitas e il\u00edcitas&rdquo;. Ele exemplifica ao relatar o caso de uma jovem, que ficou gr\u00e1vida durante relacionamento sexual em uma pra\u00e7a da cidade, ao deixar uma escola para um encontro. Naturalmente, a jovem contou ao m\u00e9dico que &ldquo;rolou um clima e aconteceu (a gravidez)&rdquo;. &ldquo;N\u00e3o houve nenhum cuidado preventivo entre os dois jovens para a rela\u00e7\u00e3o sexual&rdquo;, afirma o pediatra.<\/p>\n<p>E \u00e9 no consult\u00f3rio, acompanhando os rec\u00e9m-nascidos, que Busnardo observa as situa\u00e7\u00f5es mais gritantes. &ldquo;Esta jovem n\u00e3o est\u00e1 preparada para ser m\u00e3e e transfere a responsabilidade de cuidar da crian\u00e7a aos av&ocirc;s. Ao mesmo tempo, a jovem m\u00e3e precisa trabalhar para sustentar o filho e, como consequ\u00eancia, deixa os estudos, prejudicando a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e de vida, afetando toda a fam\u00edlia&rdquo;, completa o m\u00e9dico. Assim, complementa, o rendimento intelectual fica comprometido.<\/p>\n<p>O pediatra acrescenta que a Autarquia Municipal de Sa\u00fade oferece um trabalho multiprofissional pr\u00e9 e p\u00f3s-parto, mas o resultado depende da pessoa assistida. &ldquo;&Eacute; disponibilizado na rede municipal um atendimento psicol\u00f3gico, nutricional, pedi\u00e1trico, de enfermagem, para permitir a esta jovem m\u00e3e cuidar com seguran\u00e7a do filho. Mas \u00e9 preciso uma contrapartida, que nem sempre acontece&rdquo;, diz m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Para ele, a sociedade n\u00e3o pode esperar que o servi\u00e7o de sa\u00fade d\u00ea conta desta situa\u00e7\u00e3o. &ldquo;&Eacute; preciso que a sociedade organizada esteja mobilizada para buscar solu\u00e7\u00f5es, pois o quadro atual mostra um futuro negro para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, com alto risco de desvio de comportamento quando da puberdade, comprometendo a estabilidade social&rdquo;, alerta o pediatra.<\/p>\n<p>A gravidez precoce e suas complica\u00e7\u00f5es s\u00e3o a principal causa de mortalidade entre adolescentes do sexo feminino de 15 a 19 anos, sendo a terceira causa de \u00f3bitos entre as mulheres no Brasil, perdendo apenas para homic\u00eddios e acidentes de transportes. No Brasil, dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (UNESCO) mostram que 25% das meninas entre 15 e 17 anos que deixam a escola o fazem por causa da gravidez, que assim vem se tornando a maior causa de evas\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>  <\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&uacute;mero divulgado est&aacute; abaixo do nacional, de acordo com o IBGE<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-3884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3884"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3884\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":102996,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3884\/revisions\/102996"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}