{"id":3247,"date":"2015-09-28T12:29:00","date_gmt":"2015-09-28T12:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/172.16.0.7\/site-antigo\/?p=3247"},"modified":"2024-10-08T09:11:25","modified_gmt":"2024-10-08T12:11:25","slug":"apucarana-lanca-programa-que-incentiva-a-criacao-de-abelhas-sem-ferrao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/apucarana-lanca-programa-que-incentiva-a-criacao-de-abelhas-sem-ferrao\/","title":{"rendered":"Apucarana lan\u00e7a programa que incentiva a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><p>Ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios cursos de forma\u00e7\u00e3o, a Prefeitura de Apucarana lan\u00e7ou nesta segunda-feira (28\/09) o Programa de Meliponicultura (Promelipo). O incentivo ao cultivo das abelhas sem ferr\u00e3o \u00e9 uma iniciativa da Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o de Meliponicultura de Apucarana (Amelipo) e o Instituto Sa\u00fade Natural. Atualmente, existem 49 produtores formados e, no m\u00eas de outubro, tem in\u00edcio um novo curso visando ampliar a capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio municipal de Agricultura, Jo\u00e3o Carmo da Fonseca, o programa prev\u00ea v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es, como a implanta\u00e7\u00e3o de um melipon\u00e1rio solid\u00e1rio e estudantil, al\u00e9m de um trabalho chamado de colmeia urbana que visa popularizar o conhecimento do cultivo da abelha sem ferr\u00e3o. Tamb\u00e9m est\u00e1 prevista a implanta\u00e7\u00e3o da Casa do Mel, um espa\u00e7o coletivo destinado ao processamento e certifica\u00e7\u00e3o do produto para a comercializa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Fonseca afirma que o Munic\u00edpio vem incentivando o cultivo da abelha sem ferr\u00e3o desde 2013, viabilizando em parceria com a Amelipo e o Servi\u00e7o de Aprendizagem Rural (Senar) cinco cursos de forma\u00e7\u00e3o. &ldquo;Foram repassadas t\u00e9cnicas de manipula\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o do mel, captura e divis\u00e3o das comeias, entre outras. A cria\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies sem ferr\u00e3o n\u00e3o gera riscos aos produtores e pode envolver todos os membros da fam\u00edlia.<span>Os principais objetivos da <\/span>iniciativa s\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o das abelhas nativas, educa\u00e7\u00e3o ambiental e gera\u00e7\u00e3o de renda a pequenos produtores&rdquo;, frisa Fonseca. <\/p>\n<p>O lan\u00e7amento do programa tamb\u00e9m contou com uma palestra do professor da Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), Vagner de Toledo, especialista em abelhas e que integra a C&acirc;mara T\u00e9cnica de Meliponicultura do Paran\u00e1. Toledo esteve acompanhado de Maria Vanderly Andr\u00eaa, da Universidade Federal do Rec&ocirc;ncavo da Bahia, que est\u00e1 desenvolvendo o p\u00f3s-doutorado sobre as potencialidades e necessidades da cadeia ap\u00edcola do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>De acordo com o professor da UEM, o cultivo da abelha sem ferr\u00e3o ainda precisa ser regulamentado no Estado para que a atividade seja alavancada. &ldquo;No Brasil, somente os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina regulamentaram a cria\u00e7\u00e3o, enquanto a Bahia tem regulamentada a comercializa\u00e7\u00e3o&rdquo;, cita Toledo.<\/p>\n<p>Segundo ele, a C&acirc;mara T\u00e9cnica de Meliponicultura do Paran\u00e1 est\u00e1 discutindo o assunto desde 2011 junto aos \u00f3rg\u00e3os regulamentadores, como Instituto Ambiental do Paran\u00e1 (IAP) e Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1 (Adapar). &ldquo;Temos produtores em quase todos os munic\u00edpios do Estado, mas sem a regulamenta\u00e7\u00e3o a atividade ainda \u00e9 considerada como crime&rdquo;, afirma Toledo. <\/p>\n<p>Quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, ele afirma que o neg\u00f3cio ocorre, na maioria dos casos, informalmente no mercado. &ldquo;No Paran\u00e1, apenas uma associa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o do Litoral do Estado conseguiu autoriza\u00e7\u00e3o da Adapar para comercializar, por isso praticamente n\u00e3o existe mel certificado e inspecionado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o nas farm\u00e1cias, supermercados ou estabelecimentos de produtos naturais. O que existe, na maioria, s\u00e3o produtos comercializados informalmente&rdquo;, observa. <\/p>\n<p>Conforme Maur\u00edcio Greg\u00f3rio, presidente da Aamelipo, existem cerca de 350 esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o catalogadas no Brasil. &ldquo;Em Apucarana, s\u00e3o encontradas principalmente a jata\u00ed, tubuna, manda\u00e7aia e mandaguari&rdquo;, cita, informando que, al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3xima a\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 desenvolvida junto aos produtores associados \u00e9 a &ldquo;primavera jata\u00ed&rdquo;. &ldquo;Nesta \u00e9poca elas come\u00e7am a soltar os enxames, as novas fam\u00edlias. &Eacute; o momento para fazer a captura e colocar nas caixas&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo curso iniciar\u00e1 no dia 26 de outubro, sendo que as aulas v\u00e3o ocorrer a cada 15 dias no sal\u00e3o nobre da Prefeitura de Apucarana. &ldquo;A continuidade da forma\u00e7\u00e3o de produtores \u00e9 uma das metas do programa de meliponicultura, pois j\u00e1 existem 70 produtores na lista de espera. O curso ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de 40 horas\/aula, sendo 30 horas te\u00f3ricas e outras 10 horas pr\u00e1ticas&rdquo;, afirma, salientando que as inscri\u00e7\u00f5es podem ser feitas na Secretaria Municipal de Agricultura e que a associa\u00e7\u00e3o fornece as caixas para a captura dos enxames. <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al&eacute;m da capacita&ccedil;&atilde;o, iniciativa prev&ecirc; ainda a implanta&ccedil;&atilde;o da Casa do Mel e de um melipon&aacute;rio solid&aacute;rio e estudantil<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-3247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3247"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103633,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3247\/revisions\/103633"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}