{"id":119333,"date":"2025-10-24T11:53:31","date_gmt":"2025-10-24T14:53:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/?p=119333"},"modified":"2025-10-24T14:07:55","modified_gmt":"2025-10-24T17:07:55","slug":"centro-pop-garante-direitos-promove-reintegracao-familiar-e-oferece-oportunidades-a-pessoas-em-situacao-de-rua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/centro-pop-garante-direitos-promove-reintegracao-familiar-e-oferece-oportunidades-a-pessoas-em-situacao-de-rua\/","title":{"rendered":"Centro Pop garante direitos, promove reintegra\u00e7\u00e3o familiar e oferece oportunidades a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua"},"content":{"rendered":"\n\t\t<!-- MasterSlider -->\n\t\t<div id=\"P_MS6a082aa2be13c\" class=\"master-slider-parent master-slider-gallery   ms-parent-id-0\" style=\"\" >\n\n\t\t\t\n\t\t\t<!-- MasterSlider Main -->\n\t\t\t<div id=\"MS6a082aa2be13c\" class=\"master-slider ms-skin-default\" >\n\t\t\t\t \t\t\t\t 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Somente neste ano, dez pessoas foram reinseridas nas fam\u00edlias de origem. S\u00e3o hist\u00f3rias que emocionam e provam que pol\u00edticas p\u00fablicas podem mudar destinos.<\/p>\n<p>O prefeito Rodolfo Mota afirma que cada retorno ao lar \u00e9 muito comemorado pela equipe da Assist\u00eancia Social, pois a reintegra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples. \u201cExige tempo, cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos e uma rede de atendimento estruturada\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Em Apucarana, esse trabalho \u00e9 coordenado pelo setor de Prote\u00e7\u00e3o Social Especial, juntamente com o Centro Pop.\u00a0 No come\u00e7o do ano, conforme a secret\u00e1ria de Assist\u00eancia Social, Fab\u00edola Carrero, havia apenas quatro pessoas para fazer o acolhimento desse p\u00fablico no Centro Pop, equipe que foi triplicada e hoje soma 12 servidores.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria explica que o primeiro passo visando a reintegra\u00e7\u00e3o familiar acontece nas ruas. A equipe de abordagem social identifica uma pessoa em situa\u00e7\u00e3o de rua, estabelece di\u00e1logo e coleta informa\u00e7\u00f5es \u2014 nome, origem, fragmentos de lembran\u00e7as familiares. A partir da\u00ed, inicia-se um processo de busca ativa, com liga\u00e7\u00f5es, consultas em cadastros sociais e contato com prefeituras de outros munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 retorno positivo, a coordena\u00e7\u00e3o do Centro POP aciona a fam\u00edlia para verificar a possibilidade de acolhimento e conviv\u00eancia, respeitando sempre a decis\u00e3o da pessoa, que precisa aceitar retornar. Esse processo \u00e9 cuidadoso e pode levar semanas ou meses, dependendo do estado de sa\u00fade da pessoa, da dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica e da receptividade dos familiares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Caso Jos\u00e9 Teles &#8211; <\/strong>H\u00e1 atendimentos que s\u00e3o emblem\u00e1ticos e logo v\u00eam \u00e0 mem\u00f3ria da equipe. Jos\u00e9\u00a0 Teles tem 65 anos e ficou 35 anos longe de casa. Ele foi encontrado pela equipe da abordagem social da Prefeitura nas imedia\u00e7\u00f5es do Cisvir. Apresentava um quadro de confus\u00e3o mental e desorganiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEle forneceu fragmentos de informa\u00e7\u00f5es sobre o passado. Lembrava do primeiro nome de uma irm\u00e3 e de uma cidade chamada Dourados, no Mato Grosso do Sul\u201d, relata Ananias Branco Gon\u00e7alves, coordenador municipal de abordagem social. A partir destas informa\u00e7\u00f5es, a equipe administrativa do Centro POP iniciou uma investiga\u00e7\u00e3o detalhada, cruzando dados com o Cadastro \u00danico e redes de assist\u00eancia de outros estados.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dias de contato, a equipe localizou a fam\u00edlia. Ao saber, a irm\u00e3 se deslocou imediatamente de Dourados at\u00e9 Apucarana para confirmar a identidade. \u201cO reencontro foi emocionante. E depois, j\u00e1 em Dourados, a fam\u00edlia enviou fotos dele ao lado da m\u00e3e, que tem 80 anos de idade e sempre falava que queria v\u00ea-lo\u201d, conta a assistente social Edilaine Gabriel Santos Paulo, coordenadora do Centro Pop.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Caso Oscar Serafim &#8211; <\/strong>O p\u00fablico atendido \u00e9 rotativo. Muitos t\u00eam o costume de andar por cidades pr\u00f3ximas e poucos costumam se fixar. O caso de Oscar Mendon\u00e7a Serafim, 54 anos, \u00e9 um dos mais longevos e que tamb\u00e9m teve um desfecho positivo. Oscar Serafim viveu em situa\u00e7\u00e3o de rua por mais de sete anos nas imedia\u00e7\u00f5es do N\u00facleo Habitacional Castelo Branco, em Apucarana.<\/p>\n<p>Era conhecido da vizinhan\u00e7a e da equipe de assist\u00eancia social, que tentava em v\u00e3o estabelecer v\u00ednculo. Aos poucos, Oscar Serafim passou a aceitar conversas, refei\u00e7\u00f5es e pequenos atendimentos. A partir das informa\u00e7\u00f5es que forneceu, foi poss\u00edvel identificar sua origem e familiares em Arapongas.<\/p>\n<p>A equipe do Centro POP entrou em contato com os parentes, que demonstraram surpresa e emo\u00e7\u00e3o ao saber que ele estava vivo. O processo de aproxima\u00e7\u00e3o foi feito de forma gradual com o irm\u00e3o de Oscar Serafim. \u201cMantivemos contato com a fam\u00edlia e pudemos ver que, ap\u00f3s alguns dias no ambiente familiar, ele cortou o cabelo e at\u00e9 a fei\u00e7\u00e3o dele mudou. J\u00e1 n\u00e3o era aquela pessoa que a gente encontrava nas abordagens\u201d, observou Branco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Amplia\u00e7\u00e3o da equipe e reestrutura\u00e7\u00e3o &#8211; <\/strong>Alexandre Machado, diretor de Prote\u00e7\u00e3o Social Especial, afirma que no in\u00edcio deste ano o Centro POP contava com apenas quatro profissionais. Atualmente, a equipe triplicou e soma 12 integrantes, incluindo psic\u00f3logo exclusivo, recepcionista, administrativo, coordena\u00e7\u00e3o, educadores sociais, servi\u00e7os gerais, assistente social e abordagem social, al\u00e9m de estagi\u00e1rios de psicologia e servi\u00e7o social.<\/p>\n<p>O Centro Pop, que funciona em im\u00f3vel localizado na \u00e1rea central, inicia as atividades partir das 8h com a triagem feita pelo setor administrativo e equipe de educadores sociais. As principais demandas s\u00e3o alimenta\u00e7\u00e3o, banho, documentos, acolhimento e encaminhamentos. A m\u00e9dia di\u00e1ria \u00e9 de 30 atendimentos. N\u00e3o h\u00e1 pernoite e o servi\u00e7o funciona at\u00e9 as 17h. Nos dias chuvosos, a unidade oferece lanche \u00e0 tarde, al\u00e9m do caf\u00e9 da manh\u00e3 e almo\u00e7o regulares.<\/p>\n<p>Os encaminhamentos feitos pelo Centro Pop envolvem a rede de prote\u00e7\u00e3o social: unidades de sa\u00fade, ag\u00eancia do trabalhador e para entidades como a Projeto Renascer (masculino) e a Casa Marta e Maria (feminino).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acesso a direitos e acolhimento &#8211; <\/strong>De acordo com a assistente social e coordenadora do Centro Pop, Edilaine Gabriel Santos Paulo, o objetivo principal \u00e9 garantir acesso a direitos, acolhimento e escuta sem julgamento. \u201cO atendimento \u00e9 feito mediante ades\u00e3o volunt\u00e1ria. A reintegra\u00e7\u00e3o familiar, como as demais a\u00e7\u00f5es, s\u00f3 ocorre com o consentimento da pessoa atendida\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Mais de 90% das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua s\u00e3o homens. \u201cAs mulheres nas ruas tamb\u00e9m est\u00e3o sujeitas \u00e0 viol\u00eancia sexual, por isso \u00e9 trabalhado com elas a quest\u00e3o do corpo, dela se entender enquanto mulher para poder se posicionar e se proteger\u201d, afirma Edilaine.<\/p>\n<p>A assistente social afirma que v\u00e1rios fatores podem levar as pessoas a permanecerem em situa\u00e7\u00e3o de rua, como rompimento de v\u00ednculos familiares e sociais, depend\u00eancia de \u00e1lcool e drogas, problemas de sa\u00fade mental, a viol\u00eancia, falta de moradia, perda de emprego ou pobreza extrema, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Encaminhamentos para o mercado de trabalho &#8211; <\/strong>O Centro Pop faz o encaminhamento para vagas de emprego, por meio da Ag\u00eancia do Trabalhador, e tamb\u00e9m conta com o apoio espont\u00e2neo de empres\u00e1rios locais. Essa parceria tem gerado resultados concretos, com hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Um dos exemplos \u00e9 o de Paulo Soares Moreira, 34 anos.\u00a0 A coordenadora do Centro Pop conta que, ap\u00f3s um per\u00edodo em situa\u00e7\u00e3o de rua, Moreira buscou apoio para retomar a vida profissional. O reencontro com o mercado de trabalho aconteceu de forma inesperada. \u201cEnquanto trabalhava como flanelinha na regi\u00e3o central, Paulo conheceu um empres\u00e1rio que lhe ofereceu uma oportunidade de emprego e hoje ele trabalha com carteira assinada\u201d, comemora Edilaine.<\/p>\n<p>A assistente social afirma que Paulo Moreira retomou a vida e vive com sua companheira\u00a0 numa casa alugada no N\u00facleo Vale Verde. \u201cEle segue acompanhado pelo CRAS, em um processo de consolida\u00e7\u00e3o da sua autonomia e j\u00e1 pensa em acessar um projeto habitacional para conseguir a casa pr\u00f3pria\u201d, completa Edilaine.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Escuta especializada &#8211; <\/strong>No Centro Pop, a partir deste ano h\u00e1 profissionais de psicologia que fazem a escuta especializada. O trabalho \u00e9 realizado pelo psic\u00f3logo Diego Jo\u00e3o da Silva Bilatti, que conta com o apoio da estagi\u00e1ria Maria Gabriela Fonseca de Oliveira.<\/p>\n<p>Os profissionais promovem rodas de conversa, oficinas e atividades de fortalecimento da cidadania. Esses encontros abordam temas como sa\u00fade mental, cultura, g\u00eanero, conviv\u00eancia e reinser\u00e7\u00e3o social, buscando despertar o sentimento de pertencimento e de possibilidade de reconstru\u00e7\u00e3o pessoal. Al\u00e9m das atividades em grupo, h\u00e1 atendimentos individuais, visando acolher quem procura apoio emocional ou orienta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es conjuntas fortalecem atendimento &#8211; <\/strong>O Centro POP realiza a\u00e7\u00f5es conjuntas com outros \u00f3rg\u00e3os da rede de atendimento. Todas as sextas-feiras, uma equipe do Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (CAPS) se une ao grupo de abordagem social durante o per\u00edodo da manh\u00e3, levando atendimento direto \u00e0s ruas.<\/p>\n<p>Essas a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m contam com a presen\u00e7a de um profissional de enfermagem que faz a aferi\u00e7\u00e3o de press\u00e3o arterial e encaminhamentos para uma Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade quando necess\u00e1rio. Cuidados odontol\u00f3gicos tamb\u00e9m s\u00e3o articulados com a rede municipal, al\u00e9m do encaminhamento para tratamento com especialista na \u00e1rea de sa\u00fade mental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua que desejam est&atilde;o conseguindo verdadeiras transforma&ccedil;&otilde;es de vida em Apucarana. Somente neste ano, dez pessoas foram reinseridas nas fam&iacute;lias de origem. 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