{"id":10285,"date":"2017-10-11T16:07:45","date_gmt":"2017-10-11T19:07:45","guid":{"rendered":"http:\/\/172.16.0.7\/site-antigo\/?p=10285"},"modified":"2024-10-08T09:15:39","modified_gmt":"2024-10-08T12:15:39","slug":"evento-em-apucarana-debate-migracao-seguranca-alimentar-e-desenvolvimento-rural","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/evento-em-apucarana-debate-migracao-seguranca-alimentar-e-desenvolvimento-rural\/","title":{"rendered":"Evento em Apucarana debate migra\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a alimentar e desenvolvimento rural"},"content":{"rendered":"<p>Anualmente, no dia 16 de outubro, celebra-se o Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o. Neste ano, o tema proposto pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) traz o mote: \u201cMude o futuro da migra\u00e7\u00e3o: investir na seguran\u00e7a alimentar e no desenvolvimento rural\u201d. Em Apucarana, a data ser\u00e1 marcada com um painel de experi\u00eancias da realidade local, das 13h30 \u00e0s 17 horas, nas depend\u00eancias do campus local da Universidade Estadual do Paran\u00e1 (Unespar\/Fecea).<br \/>\nLocalmente, o evento \u00e9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o do Conselho Municipal de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional de Apucarana (CONSEA), em conjunto com as secretarias Municipais da Assist\u00eancia Social e da Agricultura, Cooperativa dos Cafeicultores do Distrito de Pirap\u00f3 (Coocapi), Colmeia, Associa\u00e7\u00e3o Comercial, Industrial e de Servi\u00e7os de Apucarana (Acia), Emater, Regional da Seab e N\u00facleo N\u00f3s Podemos Vale do Iva\u00ed \u2013 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS). \u201cTodos os anos, no Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o, a FAO coloca em debate um tema de relev\u00e2ncia para a sociedade em geral. Em 2017, a organiza\u00e7\u00e3o convida todas e todos a refletirem sobre os impactos dos deslocamentos humanos na atualidade. Neste mesmo dia, por influ\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o mundial, evento semelhante estar\u00e1 acontecendo em mais de 150 pa\u00edses, objetivando promo\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e a\u00e7\u00e3o global em prol daqueles que sofrem de fome e defendendo a necessidade da garantia da seguran\u00e7a alimentar e dieta nutritiva a todos\u201d, informou Ana Paula Nazarko, secret\u00e1ria Municipal da Assist\u00eancia Social.<br \/>\nPara os organizadores, o Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o representa grande oportunidade para a difus\u00e3o do ODS2 (Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 2) \u2013 Fome Zero e Agricultura Sustent\u00e1vel. O presidente do CONSEA, Alex Sousa, salienta que o desafio em mudar o futuro da migra\u00e7\u00e3o reside na cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es que permitam, especialmente aos jovens, permanecerem na zona rural. \u201cInvestir no homem do campo \u00e9 garantir a toda a popula\u00e7\u00e3o o acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada e saud\u00e1vel, de forma permanente e sustent\u00e1vel\u201d, pontuou. Ele frisa que aproximadamente 70% dos alimentos que consumimos s\u00e3o oriundos da agricultura familiar. \u201cE pensando justamente neste cen\u00e1rio preparamos este evento de segunda-feira. Precisamos cada vez mais promover a seguran\u00e7a alimentar e o desenvolvimento rural, garantindo ao homem do campo oportunidade de neg\u00f3cios e prote\u00e7\u00e3o social, reduzindo os conflitos sobre os recursos naturais e solu\u00e7\u00f5es para a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, conclui o presidente do CONSEA.<br \/>\nDados da migra\u00e7\u00e3o mundial<br \/>\n&#8211; Em 2015, havia 244 milh\u00f5es de migrantes internacionais. Um aumento de 40% em rela\u00e7\u00e3o ao ano 2000.<br \/>\n&#8211; O n\u00famero de pessoas que migram dentro de seus pr\u00f3prios pa\u00edses foi estimado em 763 milh\u00f5es em 2013, ou seja, havia mais migrantes internos do que internacionais.<br \/>\n&#8211; Cerca de um ter\u00e7o de todos os migrantes internacionais tinham entre 15 e 34 anos. Quase metade eram mulheres.<br \/>\n&#8211; Em 2015, os migrantes enviaram mais de US$ 600 bilh\u00f5es em remessas a seus pa\u00edses de origem. Desse total, os pa\u00edses em desenvolvimento receberam cerca de US$ 441 bilh\u00f5es, quase tr\u00eas vezes o montante da assist\u00eancia oficial ao desenvolvimento.   &#8211; Um grande n\u00famero de migrantes vem das \u00e1reas rurais, onde mais de 75% dos pobres e pessoas com inseguran\u00e7a alimentar dependem a agricultura e subsist\u00eancia baseada em recursos naturais.<br \/>\n&#8211; A maioria dos migrantes, internacionais ou internos, prov\u00e9m do Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica. \u00c1sia Central. Am\u00e9rica Latina e Europa Oriental.<br \/>\n&#8211; Em 2015, 65,3 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo foram deslocadas por conflitos e persegui\u00e7\u00f5es, inclusive mais de 21 milh\u00f5es de refugiados, tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas solicitando asilo e mais de 40 milh\u00f5es de pessoas deslocadas internamente.<br \/>\n&#8211; Um quarto dos refugiados vive em tr\u00eas pa\u00edses: Turquia, Paquist\u00e3o e L\u00edbano. &#8211; Em 2015, mais de 19 milh\u00f5es de pessoas foram deslocadas internamento devido a desastres naturais. Entre 2008 e 2015, em m\u00e9dia, 26,4 milh\u00f5es de pessoas foram deslocadas anualmente por desastres relacionados ao clima.<br \/>\nDados da migra\u00e7\u00e3o no Brasil<br \/>\n&#8211; A maior sa\u00edda do campo para a cidade foi registrada entre as d\u00e9cadas de 1960 e 1980.   &#8211; Dados do \u00faltimo censo demogr\u00e1fico do IBGE (2010), mostram que a taxa de migra\u00e7\u00e3o campo-cidade por ano, no in\u00edcio de 2000, era de 1,31%, caiu para 0,65% em 2010.<br \/>\n&#8211; De 1980 a 2010 a popula\u00e7\u00e3o rural passou de 39 milh\u00f5es de pessoas para 29,8 milh\u00f5es. Isso representa um deslocamento no per\u00edodo de 9,2 milh\u00f5es de pessoas. Dos anos 2000 a 2010, a popula\u00e7\u00e3o rural apresentou uma redu\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es de pessoas. Em 2000 era de 31,8 milh\u00f5es e em 2010 de 29,8 milh\u00f5es. (Censo 2010 IBGE).<br \/>\n&#8211; Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios do IBGE mostram que 31 milh\u00f5es 294 mil pessoas vivem no campo atualmente. Em 2011, 29 milh\u00f5es 749 mil vivam em \u00e1reas rurais.  &#8211; 491.645 brasileiros deixaram o pa\u00eds, sendo 226.743 homens e 264.902 mulheres. Os principais destinos foram: Estados Unidos, Portugal e Espanha. (Censo IBGE 2010).<br \/>\n&#8211; A Receita Federal tamb\u00e9m registrou, entre 2014 e 2016, a entrega de mais de 55 mil Declara\u00e7\u00f5es de Sa\u00edda Definitiva do Pa\u00eds, um crescimento de 81,61% na compara\u00e7\u00e3o com os tr\u00eas anos anteriores. Crise econ\u00f4mica e alta no desemprego s\u00e3o os principais motivos da partida.<br \/>\n&#8211; Segundo dados da Pol\u00edcia Federal, o pa\u00eds abriga 1.847.274 imigrantes regulares. Mais de 117 mil estrangeiros deram entrada no pa\u00eds apenas em 2015, um aumento de 160% em dez anos. Os haitianos est\u00e3o no topo da lista: foram com 14.535 registrados pela PF. Os bolivianos ocupam o segundo lugar com 8.407, seguidos pelos colombianos (7.653), argentinos (6.147), chineses (5.798), portugueses (4.861) paraguaios (4.841) e norte-americanos (4.747). De maneira geral, os imigrantes que d\u00e3o entrada no Brasil s\u00e3o jovens, homens e com n\u00edvel de escolaridade m\u00e9dio ou superior. As regi\u00f5es Sul e Sudeste s\u00e3o as que mais absorvem trabalhadores imigrantes.<br \/>\n&#8211; Segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD 2015), a unidade da federa\u00e7\u00e3o com o maior percentual de imigrantes, em propor\u00e7\u00e3o, \u00e9 o Distrito Federal. Os estados do Norte e do Centro-Oeste est\u00e3o no topo do ranking da migra\u00e7\u00e3o interna. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 marcada com um painel de experi\u00eancias da realidade local, das 13h30 \u00e0s 17 horas, nas depend\u00eancias do campus local da Unespar\/Fecea (Foto: Edson Denobi)<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":10286,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-10285","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10285","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10285"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10285\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":101971,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10285\/revisions\/101971"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.apucarana.pr.gov.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}